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O Sukhoi
Superjet 100 é
uma moderna aeronave a jato destinada
à aviação comercial, especificamente
para as
linhas regionais, e terá capacidade
no transporte de 75 a 95 passageiros. É um projeto recente
da
empresa soviética
SUKHOI em parceria com a italiana ALENIA AERONÁUTICA que
conta
com inúmeros
equipamentos de tradicionais fabricantes ocidentais. Foi projetado para
competir com a linha da Embraer RJ 170 e RJ 175 – RJ 190 e
195, e
os aviões da
linha BOMBARDIER de jatos regionais. Seus empreendedores afirmam que
ele será
muito competitivo sendo entre 10 a 15% mais econômico que os
concorrentes por
um preço equivalente. Estima-se que seu preço por
unidade ficará na faixa de
27,8 milhões de dólares americanos.
As
principais variantes que entrarão inicialmente no mercado
SSJ 100-75 e
SSJ 100-95, uma variante menor SSJ 100-60 ficou temporariamente
suspensa e por
enquanto não tem previsão de sua entrada no
mercado. O
numero final indica a capacidade de passageiros
transportados. Outras versões estão previstas, a
SSJ
100-110 e SSJ 100-125,
alem de duas outras versões, uma executiva e outra de carga,
do
mesmo modo que
fazem os seus concorrentes diretos.
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O
propulsor SaM146
Os
motores de última geração produzidos
pela PowerJet
modelo
SaM146 foram escolhidos
para o SSJ 100.
Esses motores possuem níveis de ruídos e
emissões
de gases abaixo dos exigidos
pelo ICAO - Organização da
Aviação Civil
Internacional. O motor foi concebido
para competir em termos de custo e qualidade com os Pratt
& Whitney do
Canadá, General Electric USA e Rolls Royce Inglesa. Tem
capacidade de empuxo
entre 13.500 a 17.500 quilos, 62 a 77,8 KN.
Esses
motores contam com a participação da tecnologia
de Snecma
francesa e tem muito
em comum com o CFM56 desenvolvido em parceria entre Snecma e General
Electric. Como
é habitual com os motores a jato moderno - mesmo aqueles
destinados a jatos
regionais - PowerJet pretende oferecer a gama habitual de
serviços de apoio
para os operadores. Durante os testes
em solo os
motores SaM146 confirmaram que o grupo propulsor poderá
impulsionar uma versão
alongada de até 120 assentos.
O
Sukhoi Superjet 100 possui importantes parceiros, como: Alenia e Snecma
já
citados, consultoria da Boeing e fornecedores como a Thales, Honeywell,
Hamilton e BF Goodrich.
O
projeto atende especificações das principais
agencias
reguladoras da Rússia, CEI, EUA e EU e atende AP-25, FAR-25,
JAR-25 exigências
para níveis de ruídos no solo e o ICAO 4 e FAR 36
Secção 4, que entraram em
vigor em 2006.
O
Superjet 100 é descrito como um dos programas de
desenvolvimento de aeronaves civis bem sucedidos proposto pela
indústria
aeroespacial russa, graças às parcerias com
empresas
conceituadas em várias
regiões do mundo e o apoio irrestrito do
Ministério de
Indústria e Comercio da
Rússia que o classificou como prioritário. Para
se ter
uma idéia mais de 30
empresas está envolvida no programa, da
fabricação
até a comercialização.
O
mercado alvo para o produto e o mesmo hoje ocupado pela
Embraer. Ele é suficientemente sofisticado e
confortável
para competir nos
mercados ocidentais e nos Estados Unidos, que são os maiores
mercados da
brasileira Embraer, e onde os russos pretendem vender grande parte de
seus
novos aviões.
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SSJ 100
na linha de montagem
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O
gorducho
O
Diretor Geral do programa, Mikhail Pogosian afirmou que: o
objetivo da Sukhoi era vender 35% dos Superjet 100 no mercado
norte-americano e
outros 25% no mercado europeu. Mas, colocar seu produto na America
Latina é um
dos objetivos, onde a Sukhoi pretende vender até 70
aeronaves ao
Brasil,
México, Argentina, Peru e Venezuela.
Quando
se faz comparações entre o novo avião
russo e os
aviões brasileiros, na configuração de
quatro
lugares por fila, a aeronave
russa tem poltronas com uma largura de 51 centímetros
enquanto
que a aeronave
brasileira tem poltronas de 46 centímetros. Na verdade, o
avião russo na sua
configuração para classe econômica de 5
lugares por
fila, tem mais espaço que o
avião da Embraer com quatro lugares por fila, afirma o site
Área Militar de
Portugal.
Isso
tem a ver com a largura da cabine. O Superjet é quase
meio metro mais largo que os modelos da Embraer, sua cabine mede 3,22
metros enquanto
o EJ 190 mede apenas 2,74 metros de largura. Perde o jato da Embraer
também em
altura tem 2 metros de pé direito, enquanto o
avião Russo
de 13 cm a mais. Veja
a gravura abaixo, comparado os dois modelos.
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O
site Área Militar também faz
menção a um
apelido ao
Superjet, devido à característica propiciada pela
fuselagem ao mesmo tempo
curta e larga, a aeronave recebeu desde inicio de seu programa o nome
de
“gorducho”,
porem,
é exatamente essa característica que
permitirá aos
russos
aumentarem o tamanho da fuselagem, completa Área militar.
Os
russos pretendem que os Sukhoi Superjet 100 sejam a
futura aeronave de ligação interna, interligando
a vasta
região territorial
da Rússia.
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As
parcerias
O
desenvolvimento, fabricação e
comercialização dos motores
a jato SaM146 estão sendo responsabilidade da joint-venture
formada entre Snecma
francesa e a NPO
Satum. Outra joint-venture entre
a Alenia
Aeronáutica da
Itália
e a Sukhoi russa
são
responsáveis pela comercialização do
Superjet 100
na
Europa, Américas, África, Japão e
Oceania.
A
linha de montagem para todas as versões do Superjet 100
estão localizadas nas instalações da KnAAPO
- Komsomolsk-on-Amur Aircraft
Production Association no extremo oriente da Rússia e a NAPO
– Novosibirsk
Aircraft Production Association concentram a
produção de
seus principais
componentes. As duas empresas têm investido fortemente na
modernização de suas
instalações e esperam produzir setenta fuselagens
do
Superjet 100 em 2012.
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O
lançamento do programa
Segundo
o Portal CR, o lançamento do Sukhoi Superjet 100 foi
recebido sem muito entusiasmo no mercado ocidental e aos poucos
começou a
chamar atenção, devido seu baixo custo de
desenvolvimento
e a elevada
tecnologia envolvida. Mesmo sem projetar nada realmente novo a
indústria russa
acumulou uma excelente bagagem tecnológica no
aperfeiçoamento de aviões
militares, entre eles o admirado e temido SU–27. Com a
abertura
do mercado as
empresas passaram a investir em tecnologias para sua própria
sobrevivência no
competitivo mercado internacional capitalista. Graças a
esses
avanços, o
programa SSJ 100 recebeu um importante apoio com a entrada da
Finmeccanica no
negócio, que adquiriu 25% da
participação no
projeto. Em paralelo, a Boeing
logo após suspender o programa 717, buscou novos parceiros
para
o segmento regional
e se tornou consultora nas áreas de gestão de
projetos,
certificação,
planejamento de mercado do programa SSJ 100, alem de prestar
serviço de apoio
ao cliente.
Com
a participação da Boeing e da Finmeccanica, o
projeto
que originalmente previa participação da
indústria
local russa, passou a contar
com a participação de inúmeros
parceiros
internacionais, e assim reduzir o
tempo e o custo do projeto, além de dar maior credibilidade
ao
programa.
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O
programa SSJ 100
Durante
um ano, a partir de 2004, começaram a formação das
join venture’s. nesse período os representantes e
fornecedores, estiveram em
Moscou trabalhando com a Sukhoi para a definição da
configuração do avião. A
lingüística era o principal impedimento devido ao
péssimo inglês dos russos e o
padrão métrico adotado na aviação
soviética, mantido pelos russos, e o sistema
imperial amplamente utilizado na aviação ocidental. Como
o avião visa o mercado internacional, houve a necessidade de
adaptar os
engenheiros russos a trabalharem com o sistema imperial, o que
inicialmente
gerou certos equívocos entre todos envolvidos.
Uma das
grandes
inovações para a indústria russa foi o uso do
software IBM/ Dassault Systèmes
Catia V5, que é amplamente empregado no ocidente, onde todo o
projeto é
realizado no computador, dispensando inclusive a
construção de um mock-up, maquete
em tamanho real, que é reproduzido digitalmente e em 3D. A
KnAAPO
(Komsomolsk-na-Amur Aircraft Production Association) também esta
empregando o
Unigraphics, que tem função similar ao Catia.
Os
ensaios em túnel
de vento ainda contam com o uso do CFD (Computational Fluid Dynamics),
software
que analisa o fluxo de ar em toda a superfície da aeronave,
auxiliando nas análises
de dados mais complexos, como no comportamento do fluxo de ar nos
‘pilones’ do
motor.
Digno
de nota é o
fato que ainda que tenha inovado no campo de projetos, foi mantida a
terceirização de parte dos serviços com centros de
pesquisas aeroespaciais,
agregando assim grande experiência a estes centros.
Serão
oferecidos
dois modelos, a Standart e a versão LR (Long Range). O primeiro
na configuração
padrão de classe única, o peso máximo de decolagem
é 93.740 libras, com alcance
máximo de 1.646nm. Já a versão LR (Long Range)
terá peso máximo de 101.150
libras e alcance de 2.421nm.
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Dimensões
do SSJ 100 - 75
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Encomendas
dos Superjet 100
Na
feira aeroespacial
Le Bourget, em 15 e 21 de junho de 2009, a
Malev, da Hungria, anunciou um pedido de 15
aeronaves e mais 15 opções do aparelho. Foi o primeiro
transportador a
encomendar os novos SSJ 100. As primeiras entregas estão
programadas para o
segundo semestre de 2011.
Já
foram recebidas
mais de 122 encomendas firmas da aeronave e outras 56
opções de clientes,
incluindo: Aeroflot (30 mais 15 opções), Kartika Airlines
(15, mais 15 opções),
Sibir Airlines (50), Concord Aviação (20 mais 20),
Dalavia Far East Airways (6),
AirUnion (30), Armavia (2 mais 2), ItAli Airlines (10 mais 10) e
Avialeasing
Aviation Company (24 mais 16 opções). Em
julho de 2008, Superjet International anunciou um pedido firme de 20
aeronaves
de um cliente Europeu não divulgado e cinco de Asset Management
Advisors (AMA),
da Suíça. Avialeasing encomendou 24 aeronaves.
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Desenho
do interior do cockpit - Clique para ampliar
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Bibliografia
www.flightglobal.com
http://airvoila.com/
http://www.alide.com.br/
http://www.knaapo.ru/rus/gallery/events/civil/ssj100/2nd_ssj-100.wbp
www.airliners.net/photo/1401153/L/
http://www.portalcr.com.br/industria/122-sukhoi-superjet-100
http://airway.uol.com.br/sukhoi-lanca-o-superjet-100/comment-page-1/
http://www.airliners.net/photo/Sukhoi/Sukhoi-Superjet-100-95/1275361/L/
http://pbrasil.wordpress.com/2009/06/16/sukhoi-superjet-100-faz-1%C2%BA
-voo-em-publico-na-paris-air-show-2009/
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Abaixo
e a sua disposição está um sistema
automático
de email resposta para que dê sua opinião sobre as
matérias publicadas,
sugestões para futuras matérias, ou criticas
sobre qualquer tema tratado aqui. Ajude-nos
a fazer o portal que queremos, e para isso, você é
muito importante nesse
processo. Qualquer que seja sua ótica nos a colocaremos para
nossos leitores. Vale
tudo, menos agressões, palavras de baixo calão ou
falta de decoro.
Vamos
lá, dê seu
parecer!
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| Comentários |
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Itamar Vaz Sex, Fevereiro 19, 2010 11:23 am
O
que na realidade aconteceu foi que o sucesso da Embraer incomodou e
assustou muita gente pelo mundo afora. Ser a terceira fabricante de
aviões no
mundo sinalizou que para o mundo que... "YES YOU CAN".
Hoje,
países como Japão, Coréia do Sul, China e os
Russos, estão na
briga para tomar o posto alcançado pela "nossa" Embraer. Isso
sem
falar dos Canadenses (Bombardier) que são concorrentes diretos.
Nesse
momento de extremo "ataque" de futuros concorrentes, nos
da a exata dimensão do sucesso alcançado pela EMBRAER.
Nosso governo e o povo
Brasileiro deve enxergar que para ser grande é difícil,
para se manter grande é
mais difícil ainda.
Se
o governo Brasileiro não trabalhar colado com a EMBRAER,
será difícil
concorrer com os subsídios, financiamentos, reservas de mercado
e manobras
diversas das economias sedes dos fabricantes concorrentes.
Poderemos
enfim, perder muito em pouco tempo. E aí meus caros,
voltaremos a ser vendedores somente de cana-de-açúcar e
soja lá fora.
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| Clique nas imagens para
ampliá-las |
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| Um desenho do SSJ 100 'Gravura sem
ampliação' |
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Parcerias,
características e detalhes do SSJ 100
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Detalhes
da cabine configuração “Executiva”
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| Detalhes
da cabine configuração “Econômica” |
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Detalhes
das poltronas
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O propulsor SaM146 –
Na feira Aérea de Paris – França
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O
propulsor SaM146 – Demonstrador
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A linda
pintura e a logomarca do SSJ 100
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Inspeção pré
voo
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SSJ 100
– Pronto para o serviço
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Lista de
encomendas firmes e opções – Fonte
Wikipédia,
atualizada até agosto de 2009
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As linhas
da aeronave refletidas pelo sol
poente
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Aviônicos
com base nos Airbus e joysticks
nos controles dos pilotos – gravura
sem ampliação
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