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O Boeing
787 Dreamliner é
uma família de aeronaves construída
sob medida para o transporte aéreo, podendo adequar-se as
necessidade dos
operadores e inicialmente, variar entre 210 a 330 passageiros,
dependendo da
versão. De fuselagem larga os aviões
gêmeos serão equipados com dois motores
jato turbofan que podem ser escolhidos ao gosto dos clientes. A
Boeing afirma que será o mais econômico
e eficiente avião de passageiros do
mundo, graças a
utilização em larga escala de materiais
compósitos em
sua construção o que implicou numa
colaboração de inúmeros fornecedores e
colaboradores ao redor do planeta.
A
designação inicial para o modelo da aeronave era 7E7, porem, em
28 de janeiro de 2005 foi
alterado
para 787. As imagens foram divulgadas na época apresentavam
um design
extremamente radical com superfícies curvas e asas
alongadas, porem, só em 26
de abril de 2005, um ano após o lançamento do
programa as linhas definitivas
para do 787 foram concluídas.
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O
Boeing 787 teve seu roll-out, passeio
fora do hangar de montagem, em uma cerimônia em 8 de julho de
2007, em sua fábrica
de Everett, nessa altura
já havia se tornado o
avião
comercial de fuselagem estendida a ser vendido mais rápido
na história da
aviação com cerca de 600 encomendas. Em
novembro de 2009 840 unidades do 787 tinham sido encomendadas por 56
operadoras
clientes da Boeing.
A
aeronave estava originalmente programada para entrar em
serviço em
Maio de 2008, mas a produção teve que ser adiada
várias vezes, em agosto de 2009,
data prevista de entrada em serviço foi adiada para o quarto
trimestre de 2010. O vôo
inaugural da
aeronave, inicialmente previsto
para setembro de 2007, só foi realizado em 15 de dezembro de
2009. O Dreamliner
decolou do aeroporto da Boeing em Seattle do
Sul
e passou de três horas no ar.
Antecedentes
No
final dos anos 90, a Boeing começou a considerar
um substituto para o 767, quando
viu suas vendas enfraquecidas pela concorrência com o A
330-200 da Airbus. As
vendas do Boeing
747-400 também
desaceleraram, e a companhia propôs duas novas aeronaves, o 747X e
o Sonic
Cruiser. O
747X, competindo com a Airbus
A380, teria prolongada
a eficiência 747-400 e melhorado suas
performances usando uma ala composta
em supercrítico. O
Sonic
Cruiser teria de alcançar velocidades mais elevadas, cerca de Mach 0,98,
enquanto a queima
de combustível permaneceria na mesma taxa de consumo dos 767
existentes.
A
aceitação do mercado para a 747X foi
substancialmente
morno, porem para o Sonic Cruiser as perspectivas eram mais brilhantes. Várias
companhias aéreas
grandes nos Estados
Unidos, incluindo a
Continental Airlines
mostraram inicialmente entusiasmo com os conceitos do Sonic Cruiser,
apesar de
expressaram preocupações sobre o custo
operacional. No
entanto, diminuindo o
tempo de viagem seriam capazes de aumentar a
satisfação dos clientes e a
utilização das aeronaves.
Com
os ataques terroristas de 11
de setembro de 2001, o mercado global das
companhias aéreas encolheu. As
companhias aéreas não mais podiam arcar com
grandes gastos de capital, além
disso, o preço do petróleo crescia e
não mais justificaria maior consumo com
mais velocidade. As
companhias aéreas mais atingidas foram exatamente
às americanas, maiores
interessadas no Sonic Cruiser. Criado
o dilema a Boeing
ofereceu as companhias a opção de utilizar
estruturas mais leves para atingir maiores
velocidades e maior eficiência, porem, os elevados custos das
estruturas
abrandaram ainda mais a demanda. Em
20
de dezembro de 2002 a empresa cancelou oficialmente o Sonic Cruiser, e
anunciou
um produto alternativo, o 7E7. Em 29 de janeiro de 2003 a Boeing nomeou
os
executivos para gerirem o programa do novo jato.
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Fase
de Design
O
substituto para o projeto Sonic
Cruiser foi
apelidado de 7E7, com
um nome de código de
desenvolvimento de "Y2". O
"E" entre os dois setes foi descrito de varias formas, dependendo da
audiência. Para
alguns, ele
representa "eficiência", para outros, ele representava
"ambientalmente amigável". No
final, a Boeing o trocou para "oito", e a aeronave acabou rebatizada
de "787". Um
concurso
público de nominação,
também foi realizado para escolha do nome da nova
aeronave, mais de 500.000 votos online optaram por Dreamliner como foi batizado.
Numa
tradução literal “787
"Limite dos sonhos”.
Em
26 de abril de 2004, a companhia aérea japonesa All
Nippon Airways (ANA)
se tornou o cliente de
lançamento para o 787, até então
conhecido como o 7E7, ao anunciar um pedido
firme de 50 aeronaves com entregas a começar no final de
2008. A ANA encomendou
30 unidades de 787-3 com capacidade de 290 a 330 passageiros, uma
classe de
aeronaves regionais, e 20 aeronaves 787-8 de longa distância,
com capacidade de
210 a 250 passageiros, dois aviões classe regionais para as
rotas
internacionais entre Tóquio, Narita e Pequim. A
aeronave permitiria ANA para
abrir novas rotas para cidades de porte médio que ainda
não eram atendidas
pelos seus serviços, como Denver, Montreal e Boston.
Os
primeiros desenhos conceito do 787, incluído as
janelas da
cabine dos pilotos, o nariz
aparentando um nariz de tubarão e com aletas auxiliares do
estabilizador
vertical com um estilo inovador. O estilo da fuselagem traseira da
aeronave era
mais conservador, apresentando as superfícies de comando
visualmente
semelhantes aos das aeronaves atualmente em serviço. Mais tarde, o
nariz e as janelas da
cabine dos pilotos foram alterados para uma forma mais convencional.
Ficou
decidido que o 787-3 e 787-8 seriam as duas variantes
iniciais, com 787-9 entrando em serviço só em
2010. A Boeing,
inicialmente, havia fixado o
preço da variante 787-8 em US$ 120
milhões de dólares, um valor bem abaixo
do esperado o que surpreendeu as empresas. Em
2007, os preços de tabela já apresentavam alta,
variando de US$ 146 a 151.5
milhões de dólares para a versão
787-3, de US$ 157 a 167 milhões de dólares para
a 787-8, e US$ 189 a 200 milhões de dólares para
o 787-9. As encomendas dos
clientes anunciadas pela Boeing para o 787 atingiram 237 aeronaves
durante o
primeiro ano de vendas, com pedidos firmes de 677 aeronaves. A
estréia dos 787 no
mercado foi marcada para 08 de julho de 2007, e bem antes da entrada em
serviço
inicialmente prevista. Isto
fez
com que o 787 fosse rapidamente vendido, mesmo antes da sua entrada em
serviço.
Boeing
selecionou dois tipos de motores
para o
avião, o GEnx
da General Electric e Rolls-Royce
Trent 1000. a potência exigida
para o
787, um bi-reator, colocava de
lado um tradicional fornecedor da Boeing a Pratt &
Whitney, que
ficava incapaz
de oferecer seus motores aos clientes. De acordo
com a United
Technologies
Corporation através de seu presidente George David, a Pratt
& Whitney "não poderia fazer negócios
para os seus motores. Pela
primeira vez na aviação comercial, dois tipos de
motores diferentes poderiam
ser homologados para um mesmo avião, isso só pode
ser concretizado porque ambos
modelos teriam um padrão único de interface com a
aeronave, permitindo que qualquer
787 pudesse ser equipado com qualquer um dos motores, ou GE ou
Rolls-Royce, e a
qualquer momento. O Intercambio
de motores torna o 787 possuidor de um
recurso mais flexível para as companhias aéreas,
o que lhes permitiam mudar
facilmente de uma fabricante de motores para o outro quando
necessário. O mercado
de motores para o 787 é estimado em US$ 40 bilhões de
dólares nos próximos 25 anos. O motor
de lançamento para as três variantes atuais do 787
seria o Rolls-Royce
Trent 1000. A Airbus
ofereceu seu modelo A350 com dois
motores
correspondentes, porem de um
mesmo fabricante, os
turbofan Rolls
Royce Trent, o Trent
XWB.
John
Leahy, um
executivo da Airbus rival da Boeing, chegou a criticou abertamente a
utilização
em grande escala de materiais compostos pela Boeing na fuselagem do
787
como sendo "apressada e
ridícula". A Boeing
construíra e testava a primeira seção
de fuselagem em materiais compostos para
o modelo Sunic Cruzer que foi abandonado cinco anos antes, tornando
o 787 um produto bastante refinado.
Os
787 foram submetidos a testes em túnel de vento em
velocidades trans-sonicas
da própria empresa de
cinco
metros de diâmetro, em Farnborough
no Reino
Unido, da
NASA em Ames Research Center's,
assim como, na agência francesa de pesquisa
aerodinâmica ONERA.
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Produção
Depois
de forte concorrência, a Boeing anunciou, em
16 de dezembro de 2003 que o 787 teria sua montagem final em sua fábrica em Everett,
Washington. Em
vez de construir o
avião completo desde o início da forma
tradicional, a montagem final empregaria
apenas de 800 a 1.200 pessoas unindo subconjuntos pré
concluídos, completando a
integração dos sistemas. A Boeing
incentivou seus subcontratados a fazer mais e entregar a montagem dos
conjuntos
concluída para que a Boeing pudesse somente finalizar. Esta
abordagem resultaria em uma linha
de montagem mais enxuta e mais simples e de menor
inventário.
A
Boeing já havia experimentando enviado
seções da
fuselagem do 737 para a Spirit
AeroSystems 'Winchita, Kansas,
o que facilitava a montagem
final da Boeing em Renton,
Washington. Como
os 787 já chegam
com os principais componentes pré instalados antes da
entrega em Everett, o
tempo de montagem final seria reduzido para três dias. Isso
é menos de um quarto do tempo
tradicionalmente necessário para o processo de montagem
final. A fim de
acelerar as entregas dos componentes principais dos 787, a Boeing
colocou três aviões
747 comprados
de companhias
aéreas da China e de Taiwan para o transporte das partes
pré-montadas. Dreamlifters (Transporte de Sonhos), foi o nome
dado a esses
aviões, poderiam
abrigar partes completa das asas ou da fuselagem dos 787, bem como
outras peças
menores.
Principais
componentes
A
Boeing fabrica a estrutura da cauda, Leme
direcional e profundor, dos 787 em sua
instalações em Frederickson,
Washington; os ailerons e flaps na
Boeing da Austrália; e
carenagens na Boeing Tecnologia no Canadá. Por
razões econômicas, as asas são
fabricados por empresas japonesas em Nagoya, como a
Mitsubishi Heavy Industries, que
também constroem a caixa central da asa. Esta
foi uma etapa nova e ousada para o Boeing, que historicamente tem
guardado pra
si as técnicas de desenho e linhas de
produção das asas dos avião
comerciais. Os
estabilizadores horizontais são fabricados pela Alenia
Aeronautica na Itália; as
seções da fuselagem na Global
Aeronautica; em instalações da Boeing em North
Charleston, Carolina do Sul; a
Kawasaki Heavy Industries do Japão; Espírito
Aero Systems, em Wichita,
Kansas.
As
portas de passageiros são construídas em
Latécoère na França;
as portas de carga,
as
portas de acesso e porta de fuga da tripulação
são feitas pela Saab na Suécia. Participação
industrial japonesa é muito importante para o projeto, com
uma quota de
trabalho com cerca de 35%, e muitos dos subempreiteiros foram apoiados
e
financiados pelo governo japonês. Em
26 de abril de 2006, a fabricante japonesa Toray Industries e
a
Boeing anunciaram um acordo de
produção envolvendo US$ 6 bilhões
dólares para utilização de fibra
de carbono. O
acordo é uma extensão de um contrato
assinado em 2004 entre as duas empresas, isso reduz as
preocupações que a
Boeing poderia ter com suas metas de produção
para o 787. Em
06 de fevereiro de 2008, TAL
Manufacturing Solutions Limited, uma subsidiária da Tata
Group da Índia,
anunciou um acordo para produzir
vigas do piso para o 787 em sua fábrica em Mihan, perto de Nagpur
na Índia
para as fábricas de montagem na
Itália, no Japão e nos Estados Unidos.
Messier-Dowty na França
constrói o trem de pouso, o que inclui titânio
forjado na Rússia, e
as
peças do freio da Itália, a
Thales fornece
as telas LCD de exibição aos
passageiros em vôo, integradas ao sistema de
conversão de energia elétrica do
avião.
Honeywell e
a Rockwell-Collins fornecem
controle de voo, orientação e
outros sistemas aviônicos, incluindo o sistema
duplo de
orientação. No
futuro com a integração com a Forward
Looking Infrared que está sendo considerada pela Flight
Dynamics permitirá
melhorar a visibilidade
usando sensoriamento térmico, como parte do sistema de HUD,
permitindo que os
pilotos possam enxergar através das nuvens. Connecticut dos Estados
Unidos
com base em Hamilton
Sundstrand presta
serviços de
distribuição de energia e sistemas de
gestão para a aeronave, incluindo o
fabrico e produção de Geradores e suas unidades
de Controle (Gcus), bem como a
integração de sistemas de transferência
de energia que pode se mover e
alimentar as unidades
de Potência
Auxiliar (APU)
e os motores principais. O
teste em tempo frio da unidade APU
teve lugar no Alasca.
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Construção
em Sessões
A
primeira seção da fuselagem em
compósito foi
completada em janeiro de 2005, e o design externo final foi
estabelecido em
abril de 2005. Em
30 de junho de
2006, a Boeing celebrou o início da montagem do primeiro 787
em uma nova
fábrica da Fuji Heavy Industries em
Handa no Japão, próximo de Nagoya. Em
06
de dezembro de 2006, a Boeing
realizou um lançamento "virtual" do 787 em uma
simulação do processo
de produção do 787 exibida publicamente. Apresentação
realizada utilizando as
ferramentas do projeto de design
de CATIA, a
simulação foi destinada a descobrir problemas de
produção antes da montagem da
estrutura do primeiro avião, assim ficava mais barato de
corrigir possíveis
falhas na montagem final.
Em
12 de janeiro de 2007, os primeiros conjuntos, a
parte da frente da fuselagem, o centro das asas, alojamentos dos trens
de pouso
e roda construídos pela FHI e KHI foram
enviados pelo 747Dreamlifters de Nagoya
no Japão
e entregues à Global
Aeronautica em Charleston,
Carolina do Sul. Em
14 de março
de 2007, a primeira seção do leme desenvolvido em
Compósito pela Boeing
Manufacturing Center, em Frederickson,
Washington foi concluída. Em
16
de abril, a primeira cessão do nariz em material composto e
seção da cabine do
piloto foi implementado na planta de Espírito Aerosystem em Wichita,
Kansas. Essa
seção compreende
a área
do
cockpit, o trem de pouso do nariz, e a parte mais a frente da
área de
passageiros, esta seção em forma oval,
é de 21 pés (6,4 m) de altura, 19 pés
(5,74 m) de largura e 42 pés (12,8 m) de comprimento. O 747Dreamlifter
entregou o primeiro
estabilizador horizontal fabricado
pela Alenia Aeronáutica em sua
instalações em Grottaglie
na Itália para
a
montagem Everett em 24 de
abril. Em
08 de maio de 2007, Vought começou
a preencher as
secções 47 e 48
da traseira em sua fábrica em Charleston, SC. As
secções foram enviados pelo Dreamlifter
para Everett, e lá chegando em 11 de maio junto com o toda a
seção dianteira em
compósito produzido pela Spirit Aerosystems.
O 747 Dreamlifter também
foi usado para enviar as
primeiras peças da asa do 787 em fibra de carbono da
Mitsubishi Heavy
Industries Ltda. da fábrica em Nagoya
até Everett em 15 de maio de 2007. A
montagem final da fuselagem principal, já com a fuselagem
central integrada
seguiu no dia seguinte, permitindo
que a montagem final do 787 começasse no dia 21 de maio. A Rolls-Royce,
também envia o primeiro
par de motores Trent 1000 de sua industria em Derby no Reino Unido no
tempo
certo 07 de junho; em
26 de junho
de 2007, LN1/ZA001 tinha concluído a montagem das principais
peças e o primeiro
787 foi rebocado para o hangar de pintura no início da
manhã.
Planos
de teste e de voo
Um
marco importante no lançamento do 787 foi a
certificação do motor da Rolls-Royce
Trent 1000 em
07 de agosto de
2007, pelas agencias reguladoras da Europa e Estados Unidos. A
turbina alternativa GE GEnx-1B
obteve a certificação em 31 de março
de 2008. Em
20 de agosto de 2007, Hamilton Sundstrand declarou que não
tinha em entregue os
seus dois primeiros blocos de condicionadores de ar da cabine para que
a Boeing
pudesse fazer o primeiro vôo de teste do 787 Dreamliner. Em
20
de junho de 2008, a equipe de montadores
do 787 conseguiu o primeiro teste de motores "Power On" do primeiro
avião, testou a alimentação do
combustível e testou o fornecimento elétrico da
aeronave e os sistemas de distribuição de energia.
Além
do teste de vôo da aeronave, a Boeing foi planejou
também, um teste estático do 787, a estrutura que
foi construída sem motores e
estabilizadores horizontais para testes estáticos. A
asa
foi testado com sucesso em sua
carga máxima como o exigido para a
certificação de aeronaves. Em
27
de setembro de 2008, durante um
período de quase duas horas, a fuselagem foi testada com
sucesso em 14,9 psi (102,7kPa),
sendo esta taxa 150% da pressão máxima esperada
em serviço comercial (ou seja,
quando o avião está manobrando no
máximo da sua altitude de cruzeiro prevista). Em
Dezembro de 2008 FAA aprovou o
programa de manutenção para o 787.
Embora
o calendário de ensaios em vôo não
tivesse
sido anunciado, o programa original previa algo em torno de nove meses
em
programas de ensaios em vôo. Em
setembro de 2007, depois de anunciar os atrasos, Mike
Bair disse que a Boeing poderia
manter a data de
certificação previsto
usando apenas seis vôo-teste do 787, a uma taxa de FT 120
horas/mês, superior à
FT 70 a 80 horas/mês usado em planos anteriores. Grandes
aviões da Boeing, em
programas anteriores como o 777, levaram 11 meses, com nove aeronaves
que voam
7000 Horas FT, em parte para demonstrar 180-ETOPS/minutos
para cada uma das suas principais características
operacionais.
Em
03 de maio de 2009, o primeiro protótipo de teste
do 787 foi deslocado da fabrica para a linha ensaios de vôo
teste. Os
testes incluíram balanços dos trem
de pouso, sistemas de verificação de
integração dos sistemas. Antes
do primeiro vôo real a aeronave
de ensaio deve ser submetido a uma carga de energia adicional e testes
de
sistemas, incluindo os motores em funcionamento. Boeing
passou a maior parte de Maio de
2009 produzindo ensaios sobre o protótipo do primeiro 787,
em preparação para o
primeiro vôo. Os
motores do avião
teriam funcionados pela primeira vez em 21 de maio de 2009.
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Problemas
de desenvolvimento e atrasos
Para
a montagem do 787 a Boeing atribuiu aos seus
subcontratados a fazer mais e entregar-lhes a montagem das partes
concluídas já
com os subsistemas para a empresa pudesse executar somente a montagem
final dos
elementos. Alguns
subempreiteiros
tiveram dificuldade em completar o trabalho extra, porque
não podiam adquirir
as peças necessárias ou executar a pré
montagem dentro da programação, ou
ambos. O
trabalho de montagem
restante seria deixado para que a Boeing concluísse.
A
Boeing marcou para o 787 uma pré cerimônia de
lançamento
para 08 de julho de 2007, data que coincidentemente combinaria com a
designação
da aeronave no estilo mês-dia-ano usado nos Estados Unidos
(7/8/07). No
entanto, os principais sistemas da
aeronave não tinham sido instalados a tempo, e muitas
peças foram unidas temporariamente
por prendedores aeroespacial
exigindo posteriormente a sua substituição por
prendedores definitivos. A Boeing
tinha planejado inicialmente o primeiro voo para o final de Setembro de
2007, porem, em
05 de setembro anunciou um
atraso de três meses, culpando a falta de parafusos e da
conclusão dos softwares.
Em
10 de outubro de 2007 completava o segundo ciclo
de três meses de atraso para o primeiro voo e um atraso de
seis meses para as
primeiras entregas. Citando
problemas na
sua política externa e a grade cadeia de fornecimento
externo a Boeing
justificou os atrasos, especialmente a falta de
documentação dos fornecedores
no exterior, com os conseqüentes atrasos nos programas de
vôo de teste. Menos
de uma semana mais tarde, Mike
Bair, o gerente de programa do 787 foi substituído.
Em
16 de janeiro de 2008, a Boeing anunciou um
terceiro atraso de três meses para o primeiro vôo
do 787. A
companhia disse que o progresso
insuficiente tinham sido causado por atrasos dos testes que deveriam
ser
realizados pela fabricante e originalmente foram planejados para serem
realizados pelos fornecedores.
Em
28 de março de 2008, num esforço para ganhar
mais controle sobre a cadeia de abastecimento, a Boeing anunciou que
planejava
comprar parte da Vought Aircraft Industries e Global Aeronautica, do
dono da
fábrica na
Carolina do Sul que
fabricava grande parte da fuselagem do
787. A
aquisição tornaria a fábrica de
montagem uma joint venture, 50% da Boeing e 50% da italiana Alenia
Aeronautica. Em
julho de 2009, a Boeing também
concordou em comprar a Vought's
junto
com a North Charleston SC, que construía
seções da fuselagem do 787 a um custo total
de US$ 1 bilhão.
Em
09 de abril de 2008, a Boeing anunciou
oficialmente um quarto atraso, adiando o primeiro vôo para o
quarto trimestre
de 2008, e atrasando as entregas iniciais em cerca de 15 meses, ou
seja, para o
terceiro trimestre de 2009. A
variante 787-9 foi adiada para 2012 e a variante 787-3 prosseguiria sem
data
prevista de entrega.
O
programa foi novamente adiado por uma greve
de mecânicos da Boeing entre
setembro e outubro de 2008. Em 04
de novembro de 2008, a empresa anunciou um novo adiamento, desta vez
causada
pela instalação incorreta de alguns dos fixadores
estruturais importantes, e afirmando
que o primeiro voo de teste não seria realizado no quarto
trimestre de 2008. A
Boeing continuava enfatizando que o novo atraso era
consequência direta da greve. Depois
de avaliar o cronograma do
programa junto com seus fornecedores a Boeing
projetou, em 11 de dezembro de 2008, que o primeiro vôo seria
adiado para o
segundo trimestre de 2009, o que acabou não ocorrendo.
Em
15 de junho de 2009, durante o Paris
Air Show, a
Boeing disse que o 787 faria o seu
primeiro voo em duas semanas. No
entanto, em 23 de junho de 2009, a Boeing divulgou um comunicado
à imprensa
afirmando que o primeiro voo seria adiado "devido a uma necessidade de
reforçar uma área dentro da lateral da
seção de corpo do avião”. Um
novo
cronograma da Boeing para o 787 foi atualizado em 27 de agosto de 2009
com o
primeiro vôo previsto para ocorrer até o final de
2009 e as entregas para
começar no final de 2010. A
empresa espera amortizar 2,5 bilhões dólares,
pois considera que os três
primeiros Dreamliner’s construídos
serão usados e adequados apenas para testes
de vôo.
Programa
de teste em voo
Em
12 de dezembro de 2009, o primeiro 787 fizera testes de alta
velocidade no solo, incluindo
pós-rotação, abortagem da decolagem,
os últimos
passos importantes antes do primeiro vôo. Então
a Boeing realizou o vôo
inaugural do
Dreamliner usando o primeiro 787-8 em 15 de dezembro de 2009, decolando
de Snohomish
County Airport em Everett,
Washington as 10h27min, e pousou em Field em King
County, Washington 13h35min. Originalmente
programado para durar quatro horas, o teste de vôo foi
reduzido para apenas três
horas por causa do mau tempo. O segundo 787, de libré ANA, voou para a Boeing
Field em 22 de dezembro de 2009
para
participar do programa de
ensaios em vôo.
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A
Fuselagem
O
peso da construção de 787 com
participação de elementos
mais leves. Seus
materiais (por
peso) são: 50% Materiais Compósitos com 20% alumínio, 15% titânio, 10% aço,
5% de outros componentes. Ao
todo os
materiais composto
representam 80% do seu volume. Cada
787 contêm aproximadamente 35 mil
toneladas de plástico
reforçado com fibra de
carbono, onde
a fibra de carbono
representa 23 toneladas. Os compósitos
de fibra de carbono têm uma maior resistência com
relação ao peso dos
materiais tradicionais de
aeronaves, e ajudam a tornar o 787 uma aeronave mais leve e resistente.
Os
Compósitos são usados na fuselagem, nas portas
asas, cauda, e no interior da
aeronave. O
alumínio é utilizado nas
asas e nos bordos de ataque das empenagens, o titânio
utilizado principalmente nos
motores e o aço é utilizado em vários
lugares como: os trens de pouso,
dobradiças e travas das portas.
A
autonomia do 787, em uma de suas variantes, pode alcançar
de 8.000 a 8.500 milhas náuticas (14.800 km para 15.700), o
suficiente para
cobrir de Los Angeles na Califórnia até Bangkok
na Tailândia ou de Nova
York até Taipei
em Taiwan. O
787 terá uma velocidade de cruzeiro
de Mach 0,85 o
que representa 561ktos ou
903 km/h em altitudes
típica de cruzeiro.
Sistemas
de Vôo
Uma
versão da Internet
- Avionics
Full-Duplex Switched
Ethernet (AFDX)/ARINC 664-
será usado para transmitir dados
entre a cabine de vôo e os sistemas da aeronaves. A
cabine de passageiros possuirá
displays LCD multi-função, que irá
usar uma indústria widget
toolkit padrão GUI (Cockpit
Display System Interfaces com o Usuário de Sistema / ARINC
661). A nave espacial
Orion
da Lockheed Martin vai
utilizar um cockpit proveniente da Honeywell
International's semelhante
ao utilizado nos 787 para a navegação. O
cockpit de vôo dos 787 inclui dois displays (HUD), como uma
característica
padrão. Como
é comum nos outros
aviões da Boeing, o 787 irá usar manches em
vez de side-stick usados nos
aviões do
principal concorrente.
Nos
motores Turbofans utiliza o
ar de purga, o que implica
na eliminação de excesso de pressão do
interior dos motores, e através de
condutores o ar superaquecido pode, normalmente, ser utilizado para o
degelo
das superfícies de controle e asas. Podem também,
após ser resfriado, servir
para controlar a pressão interna da cabine de passageiros e
de pilotagem alem
de outras funções. Estes
sistemas
tendem a ser substituídos por um sistema elétrico. Outro
sistema novo é o uso de
‘eletro-esteiras’ como aquecedor térmico
para a proteção da asa contra a
formação de gelo, substituindo o ar de purga
tradicionalmente usado.
Um
sistema de alívio de rajada ativa, semelhante ao
sistema utilizado no bombardeiro B2, melhora a qualidade da
estabilidade
durante uma turbulência. A Boeing,
como parte de sua "Quiet Technology Demonstrator 2", projeto
experimental de redução de ruídos
oriundos dos motores, esta inovando com
varias tecnologias de redução de
ruídos do 787. Entre
elas estão as entradas de ar
redesenhadas contendo materiais para absorção do
som por capas dos dutos de
escape redesenhadas, cuja as bordas são dentadas permitindo
que a mistura dos
gases quentes do interior do motor com o ar frio exterior possam
ocorrer de
maneira mais suave e mais silenciosa. A
Boeing espera que estes desenvolvimentos possam tornar os 787
significativamente mais silenciosos, tanto dentro como para fora das
aeronaves.
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Interior
da aeronave
Os
787 terão configuração interna em duas
classes totalizando 240
assentos, um espaço de 46 polegadas (116,8 cm) entre
poltronas para a primeira
classe, e uma de 34 pol. (86,4 cm) de espaço entre poltronas
para a classe
econômica. 296
passageiros podem estar sentados em uma alta densidade de fileiras em
duas
opções, 3+2+3 / 2+4+2, ambas com dois corredores.
Um setor intermediário,
executivo, pode conter espaços entre poltronas variando
entre 36 pol. (91,4 cm)
e 32 pol. (81,3).
Até
234 passageiros podem estar sentados em uma
configuração de três
classes que usa espaços entre poltronas de 61 pol. (154,9)
como fileiras na
Primeira Classe 2+2+2 ou 1+2+1, 39 pol. (99 cm), Classe executiva de
fileiras 2+3+2
ou 2+2+2, classe econômica com 32 pol. (81,3 cm) com fileiras
2+4+2. A largura
interna de cabine é de aproximadamente 18 pés
(5,47m), nos apoios de braços, foram
um aumento 1 pol. (2,5 cm) sobre o que estava inicialmente previsto. O
787 tem a largura interior da cabine com cerca de 15 pol. (38 cm)
maior do que o Airbus A330 e A340, porem,
cerca de
5 pol. (13 cm) mais estreito do que o Airbus A350-800
XWB. Nas
classes econômica
com arranjos de fileiras 3+2+3 ou 2+4+2, a
largura dos assento de 18,5 pol. (47 cm), comparável
às encontrada no Boeing
777, e recomendados pelos estudos de ergonomia especificados para os
passageiros. Para um
layout de densidade máxima 3+3+3 e 2+5+2 de passageiros, a
largura do banco será
de 17,18 pol. (43,55 cm), menores do que aqueles encontrados no Boeing
737. É
esperado que a
grande maioria das companhias aéreas optarão a
configuração
3+3+3 com densidade máxima de passageiros nos 787.
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As
janelas da cabine são maiores do que todas as
outras aeronaves hoje em serviço de transporte
aéreo civil, 27 x 47 cm, com um
melhor nível de altura dos olhos, assim os passageiros podem
manter uma melhor visão
do horizonte. As janelas possuem lentes foto cromáticas
baseadas em
"auto-dimming" (vidro
inteligente) que reduz
o brilho da cabine pelo
passageiro mantendo a transparência. Estas
lentes serão fornecidas pela PPG
Industries. A iluminação interna da cabine com Light emitting diode (LED) possibilita o
controle da iluminação
em
três cores e serão utilizados em lugar das
tradicionais lâmpadas fluorescentes,
permitindo que a aeronave a ter a luminosidade inteiramente controlada,
de
suave escuro ate um brilhante amanhecer em 128
combinações de cores.
A
pressão interna da cabine de passageiros será
aumentada para o equivalente a 6.000 pés (1.800 m de
altitude) em vez dos 8.000
pés (2.400 m) em aviões convencionais. Segundo
a Boeing, em um estudo conjunto com a Universidade Estadual de
Oklahoma, isso
irá melhorar significativamente o conforto dos passageiros. A
maior
pressão da cabine é possível
em parte por causa de melhores propriedades de materiais
compósitos. Graças a
utilização dos materiais compósitos
que não oxidam a umidade interna será
também superior. Ar da cabine é fornecido por
compressor acionado eletricamente
e não utiliza o ar da sangria do motor. Um
ar condicionado avançado proporcionará melhor
qualidade do ar interno: Ozônio é
removido do ar exterior; e filtros tipo HEPA removerão
bactérias, vírus e fungos, um sistema de filtros
eliminará os gases que
produzam odores, irritações e outros poluentes
gasosos.
Os
engenheiros da Boeing projetaram um interior
para melhorar acomodação e mobilidade das pessoas
no 787, principalmente
aquelas com deficiências sensoriais ou cognitivas. Por
exemplo, as bacias dos lavatórios
medem 56 x 57 polegadas (142 x 145 cm), alem disso, os
lavatórios em grupo de
dois, possuem paredes divisórias centrais capazes de girar
sobre seu eixo
permitindo tornar um único ambiente, o que permite que duas
casas de banho
separadas se unam para se tornar um ambiente grande facilitando o
acesso para
cadeiras de rodas.
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Parecer
técnico
Com
praticamente toda a fuselagem construída em
Compósito torna o 787 o
primeiro avião de
passageiros a usar
esse material em sua produção. Enquanto
o Boeing
777 contém
50% em alumínio e
apenas 12% em compósitos, o novo
avião usa 50% em compostos de fibra de carbono,
principalmente em
plástico reforçado, 15%
de
alumínio e outros materiais. A
fuselagem do 787 é composta de
seções barris de material composto de ponta a
ponta. Cada
barril da fuselagem será
fabricado em peça única. Em
conseqüência
disso, eliminará a
necessidade de cerca de
50.000 parafusos utilizados
na montagem de um avião convencional. Essa
tecnologia foi contestada por
muitos, como o ex-engenheiro
sênior da
Boeing Vince Weldon, de que
os
riscos de ter uma fuselagem composta não tinham sido
totalmente avaliadas e não
devia ser tentada. Também
acrescentou
que, a fibra de carbono ao contrário do metal,
não se mostraria visivelmente
rachaduras provocadas por fadigas. Boeing
tem repudiado tais noções, insistindo que os
compostos têm sido usados em asas
e peças de outros aviões de passageiros por
vários anos e eles não foram um
problema. Afirmaram também que os procedimentos de
detenção especial de defeito
serão colocados em locais estratégicos para
detectar eventuais danos potenciais
escondidos.
As
preocupações têm sido levantadas sobre
as
propriedades porosas de materiais compósitos, o que lhes
permite absorver
umidades indesejadas. Como
a
aeronave atinge grandes altitudes, em consquência a umidade
aumenta e pode
causar delaminação dos
materiais compósitos, e desencadear
fraqueza estrutural ao longo do tempo.
Outra
preocupação decorre do grave risco de
relâmpagos. O
composto
da fuselagem do 787
poderia ter até 1.000 vezes a resistência
elétrica do alumínio, aumentando o
risco de danos durante uma tempestade de relâmpagos. Entretanto
a Boeing
afirmou que a
proteção contra raios no
787 irá atender aos requisitos da FAA. Gestão
atual do FAA está
planejando reduzir alguns requisitos para graves relâmpagos o
que contribuirá na
homologação para o 787.
Em
2006, a Boeing lançou o programa GoldCare 787. Um
programa opcional
de gerenciamento do ciclo
de vida útil global do as aeronaves serão
regularmente controladas e reparadas
quando necessário. Este
é o primeiro programa desse tipo implantado pela
Boeing: programas de proteção
pós-venda não são novidade, mas
têm sido
geralmente oferecidos por centros de serviços terceirizados. A
Boeing também está projetando
hardware’s de testes de para inspeções
em materiais compostos capazes de
visualizar possíveis problemas. Isto
irá reduzir a necessidade de ultra-som e outros
métodos de inspeção, economizando
tempo e dinheiro.
Segundo
o Vice Presidente da Boeing, Jeff Hawk, que
lidera o esforço para certificar o 787 para o
serviço de linhas aéreas, um
teste de colisão envolvendo uma queda vertical de uma
seção da fuselagem de
aproximadamente 15 pés contra uma chapa de aço de
uma polegada de espessura
ocorreu em 23 de agosto de 2007, em Mesa, Arizona. O
porta voz da Boeing,
Lori Gunter, declarou, em
06 de setembro de 2007, que os resultados satisfizeram plenamente os
engenheiros da Boeing. Como
resultado, a empresa pode modelar diferentes cenários
de acidente utilizando análise computacional ao
invés de executar mais testes
em peças reais do avião. No
entanto, também foi sugerido pelo ex-engenheiro da
Boeing, Vince Weldon, que no caso de uma aterragem de
emergência, a sobrevivência
em um avião de metal seria maior, isso porque a fuselagem em
materiais compostos
poderia quebrar-se e queimar liberando gases tóxicos.
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Questões
do peso
Boeing
estava trabalhando para reduzir os excessos de
peso desde a montagem da estrutura do avião que
começou em 2006. Isso
é comum para novas aeronaves
durante a sua fase de desenvolvimento. Os
seis primeiros 787s, que estão sendo
utilizados como parte do programa de ensaios em vôo,
terão excesso de peso de
acordo com o CEO da Boeing Commercial Airplanes, Scott Carson. O
primeiro 787 deve ser 5.000
libras (2.270 kg) de peso a mais que as que serão
comercializadas. Da sétima
aeronave em diante serão as primeiras dos 787’s
com peso otimizado suficiente
para atender todas as metas. A
Boeing
redesenhou algumas peças e as fez de titânio, mais
leve. De
acordo com Steven, o 787-9 tem o peso operacional
vazio com cerca de 14.000 libras (6.350 kg) de sobrepeso, que
também poderia vir
a ser um problema para a proposta 787-10.
No
início de 2009 um número expressivo de clientes
do 787
começaram a mencionar publicamente suas
insatisfações com as
especificações nos
787, especificamente do peso e problemas de escala. Os
membros da indústria afirmaram que
a Boeing reduzira suas estimativas de autonomia para o 787-8, de 15.700
km para
14.800; e de 15.170 km para 14.150 km, uma
redução de mais de 500 km. Há
também relatos de que isso
levou a Delta a solicitar que atrasassem as entregas do 787, herdados
da
Noroeste, com o fim de só receber os aviões
depois que estivessem mais próximos
das estimativas iniciais. Outras
companhias aéreas que são suspeitas de ter
cobrado
descontos para receber os primeiros modelos. Shanghai
Airlines declarou, em
Março de 2009, que pretendia postergar ou cancelar seus
primeiros pedidos. Boeing
espera ter a questão do
peso resolvida na produção do modelo 21.
Em
maio de 2009, um relatório da imprensa indicava uma
redução de 10 a 15% no fluxo de entrega para os
primeiros aviões 787-8, o
motivo era que os primeiros modelos seriam cerca de 8% mais pesados que
as
versões seguintes. Isso
significa um alcance de cerca de 6.900 milhas
náuticas (12.800 km) muito aquém do prometido
inicialmente de 7.700 a 8.200
milhas náuticas (14.800 a 15.700 km). Um
trabalho
de reformulação
substancial é esperado para corrigir o problema, que
irá complicar no aumento
nas taxas de produção inicial. A
Boeing confirmou em 07 de maio que, os primeiros 787
seriam mais pesados e está trabalhando na
redução de peso. A
empresa declarou os primeiros
oitos 787 terão uma autonomia de quase 8.000 milhas
náuticas (14.800 km).
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Vulnerabilidade
da rede de Computadores
Em
janeiro de 2008, as preocupações do FAA - Federal
Aviation Administration, veio à luz em matéria de
proteção das redes de acesso dos
passageiros do 787, possível danos intencional ou
não intencional. A
rede de computadores no interior
do habitáculo, destinada a oferecer aos passageiros o acesso
à Internet quando
em vôo, está interligada aos controles do
avião, sistemas de navegação e
comunicação.
Boeing
chamou o relatório "enganoso", dizendo
que vários hardware e soluções de
software são utilizados para proteger os
sistemas do avião, incluindo aberturas de ar para a
separação física das redes
e firewalls para a sua separação de software. As
medidas estão previstas para
que os dados não possam ser transferidos a partir do sistema
de internet dos
passageiros, tanto para a manutenção ou para os
sistemas de navegação. Como
parte da certificação Boeing
planeja demonstrar para o FAA que estas
disposições são aceitáveis.
Permuta dos motores
Os
dois modelos diferentes dos motores compatíveis com
os 787 usam uma interface elétrica padrão para
permitir que uma aeronave possa ser
equipada com uma turbina Rolls-Royce ou General Electric. Isto
vai poupar tempo e custos ao
mudar os tipos de motores. No
entanto, o Vice Presidente de Marketing, Marty
Olson, afirmou que a troca motores poderia levar até 15
dias, e, portanto,
teria custo muito alto. "Você
tem que trocar todos os suportes, tudo da
asa para baixo, tem que ser tirado", disse Olson. Outras
aeronaves podem ter seus
motores trocados para fabricante diferente, porem, o alto custo torna
rara essa
operação. Boeing
disse que o projeto está inacabado, e 24 horas para
a troca ainda é a meta.
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Variantes
Existem
três variantes do 787 e todas foram pela
primeira vez colocadas à venda em 2004. O
787-8 será o primeiro a entrar
em serviço em 2010. O
787-9 entrará em serviço em 2013. O
último a entrar em serviço será o
787-3 sem data prevista.
787-8
O
787-8 é o modelo básico da família
787, com um
comprimento de 186 pés (57 m) e uma envergadura de 197
pés (60 m) e um alcance
entre 7.650 a 8.200 nm (14.200 km até 15.200), dependendo da
configuração dos
assentos. O
787-8 com assentos para 210 passageiros numa
configuração
de três classes será
a primeira
variante da linha a entrar em serviço, previsto para
2010. A
Boeing usará a segmentação do 787-8
para substituir o 767-200ER e
767-300ER, bem como expandir as paradas dos novos mercados onde os
aviões
maiores não seria economicamente viável. A
maior parte dos pedidos do 787 são para a versão
787-8. Em
8 de dezembro de 2009, a United Airlines anunciou um
acordo para aquisição de 25 Boeing 787-8 com
opção para mais 50 unidades.
787-3
Esta
versão terá configuração
para 290 assento em duas
classes, será a versão de curto alcance dos 787
em vôos de alta densidade, com o
alcance variando de 2.500 a 3.050 nm (4.650 a 5.650 km), quando
totalmente
carregado. Ele
é projetado para substituir os Airbus A300 / Airbus
A310 e os Boeing
757-300 / Boeing
767-200 nas rotas regionais de aeroportos com espaçamento de
janelas restrito,
caso do Aeroporto de Congonhas. Ele
usará a mesma fuselagem do 787-8, embora com
algumas zonas da fuselagem reforçada para os ciclos de
vôos mais elevados. A
asa será um derivativo do 787-8,
com blended winglets substituindo raked wingtips. A
mudança diminuirá a
envergadura da asa em cerca de 25 pés (7,6
m), permitindo que o 787-3 possa inserir em mais janelas domesticas,
especialmente no Japão.
Este
modelo terá limitado o seu peso Maximo de
decolagem (MTOW) em 364.000 libras peso (163.290 kg). (O
peso real de decolagem é
calculado pelo peso que fica disponível para o
combustível depois que o peso do
avião vazio e o peso da carga são
subtraídos do MTOW). Isso
significa que carregado
em plena carga, passageiros e bagagens, o alcance estará
limitado a
quantidade de combustível que
pode ser levado a bordo. Como acontece com o 747-400D, que so pode ser
utilizado em rotas de alta densidade em
trajetos curtos,
como Tóquio e Xangai,
Osaka e Seul, Londres e Berlim. Muitos
aeroportos cobram taxas de aterrissagem com base
no peso da aeronave, assim, um avião é avaliado
pelo seu MTOW, sendo assim, um
similar, embora idêntico externamente terá que
pagam taxas diferenciadas.
A
Boeing projetou que, no futuro, o uso da aviação
entre metrópoles porem perto uma das outras,
serão os grandes utilizadores da
versão do 787-3. Regiões
como a Índia e a Ásia Oriental, onde grandes
centros populacionais estão próximos, oferecem
muitos exemplos. Cerca
de 3,1 bilhões de pessoas
vivem dentro dos limites do 787-3 se usado na Índia ou na
China. A
Boeing
tem alegado, também, que o
787-3 teria maior eficiência e poderia compensar com a
redução das taxas de
aterragem, dos custos de aquisição em
comparação com um avião de corredor
único
e muito útil nesse tipo de rotas.
A
Boeing também acredita que as transportadoras poderiam usar
esta
variante para competir com companhias aéreas de baixo custo
executando com o dobro
da capacidade de uma aeronave de corredor único, caso dos
Embraer 170, 175, 190
e 195, reduzindo em pelo menos duas vezes o seu custo operacional
(combustível,
taxas, manutenção, número de
tripulantes de voo, as taxas de uso do espaço
aéreo, taxas
de estacionamento, taxas de embarques,
etc.)
Além
da Ásia, um alcance de 3.050 nm (5.600 km), ou
tempo de voo de cerca de seis horas é suficiente para
conectar muitas das
grandes cidades. As
janelas de espaçamento para a qual o 787-3 é
destinado
a superar realmente o problema no Japão e em outras
regiões no planeta. Na
Europa, 787-3 é ainda demasiado
grande para a maioria das etapas de curta distância, no
Oriente Médio, Índia e
China novos aeroportos estão sendo construídos
com espaçamento maior afim de
suprir a demanda. A
Boeing não tinha planejado certificar o 787-3 na
Europa por causa da falta de interesse no modelo de potenciais clientes
europeus.
Quarenta
e três 787-3’s foram encomendadas pelas duas
companhias japonesas que operam os 747-400D, porem, problemas de
produção do
modelo 787-8 levou a Boeing adiar a introdução do
787-3, em Abril de 2008,
seguindo agora o 787- 9,
a versão 3 está sem uma data definida para as
primeiras entregas às empresa. A
Japan
Airlines cancelou todas as suas ordens de
construção para o 787-3, e All Nippon Airways
reduziu suas encomendas em 28 de
maio de 2009, cancelado duas de seus 30 pedidos iniciais. Todas
estas ordens anuladas para 787-3 foram transferidas
para 787-8.
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| Divisão do
trabalho
de construção dos 787 por países -
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787-9
O
787-9 será a primeira variante do 787 com a fuselagem
"esticada", previsto para 250 a 290 assentos em três classes,
com um alcance
entre 8.000 e 8.500 mn (14.800 até 15.750 km). Esta
variante difere de várias
maneiras do 787-8, incluindo o reforço estrutural, uma
fuselagem alongada, uma
maior capacidade de combustível, um peso máximo
maior de decolagem (MTOW) e da
envergadura da asa. A
data alvo para a entrada em serviço (EIS),
inicialmente prevista de 2010 foi, em dezembro 2008, remarcada para o
início de
2013. A Boeing
espera
que o 787-9 possa competir com as duas variantes de passageiros do
Airbus A330
e para substituir os seus próprios modelos 767-400ER. Como
o 787-8, que também competirão, levando mais
carga
e menos passageiros de forma mais eficiente do que o 777-200ER ou
A340-300/500.
No
seu lançamento, o 787-9 teve, assim como as outras
variantes, a capacidade de combustível aumentada. As
diferenças de concepção
significam maior peso e resultou em um alcance ligeiramente menor que
nos
787-8. Após
novas consultas com as companhias aéreas, as
alterações de design
foram incorporadas para adicionar um tanque extra à frente
da asa aumentando sua
capacidade de combustível. Ele
agora terá um alcance maior e um maior MTOW que as
outras duas variantes. O
787-9 será capaz de voar sem escalas entre Nova York
e Manila ou de Moscou a São Paulo e terá o menor
custo assento/milha dos 787.
Air
New Zealand é o cliente de lançamento para o
787-9
e o segundo cliente para o 787-9 será ANA porem, com maior
numero de pedidos. Qantas,
Etihad Airways e a Singapore
Airlines têm aumentado as encomendas para o 787-9.
Futuras e variantes
787-10
A
Boeing declarou que será provável que desenvolva
outra
versão, a 787-10, com capacidade para ter entre 290 e 310
passageiros. Este
modelo proposto é destinado a
competir com o planejado Airbus A350-900. O
787-10 iria substituir o
777-200ER no catálogo atual da Boeing e poderia competir
também, com o Airbus
A330-300 e A340-300. Boeing
estava reunido os potenciais clientes para
definir as características do 787-10 em 2007. Essa
variante
ainda não foi lançada oficialmente pela Boeing,
porem, Mike Bair, que encabeça o
programa 787, afirmou que "Não é uma
questão de se, mas quando iremos fazê-lo...
A vontade 787-10 é ser
uma versão esticada do
787-9 mesmo sacrificando alguns espaços para adicionar
assento extra e mais
capacidade de carga ".
Outras possíveis variantes
Embora
nenhuma data tenha sido fixada, a Boeing espera construir
uma versão de carga do 787, possivelmente dentro de 10 a 15
anos. Boeing
é citada para construir, também,
uma variante de 787 para substituir o 747-base VC-25, o conhecido Air
Force One
(Força Aérea Um) o avião do Presidente
Americano.
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| Sistema
de proteção contra raios e faíscas -
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Abaixo
e a sua disposição está um sistema
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de email resposta para que dê sua opinião sobre as
matérias publicadas,
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sobre qualquer tema tratado aqui. Ajude-nos
a fazer o portal que queremos, e para isso, você é
muito importante nesse
processo. Qualquer que seja sua ótica nos a colocaremos para
nossos leitores. Vale
tudo, menos agressões, palavras de baixo calão ou
falta de decoro.
Vamos
lá, dê seu
parecer!
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Comentário
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Sou
pesquisadora da Fatec SJC- em parceria com o ITA e gostaria de
informações sobre a aviação geral no
Brasil. Vocês poderiam me indicar uma
fonte confiável para ter acesso aos dados (sérias
estatísticas sobre a
movimentação da Aviação Geral no
país)?
Att,
Daniela
Bento
Resposta: Daniela, estamos
respondendo diretamente no seu email. Obrigado pela visita e volte
sempre.
Aviação
Geral do Tocantins
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