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Fonte:
DefesaNet em 30/03/2010
Abril,
13/2010
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A
empresa russa Rosoboronexport continuará no seu pleito pelo
direito de
participar na licitação no âmbito do
Programa F-X2 e fornecer ao Brasil os
caças multimissão Sukhoi Su-35. Moscou tem uma
certeza absoluta de que o Sukhoi
Su-35 é a melhor opção para a FAB.
Não se trata, entretanto, apenas da
superioridade técnica da aeronave russa sobre os
concorrentes. É proposto ao
Brasil uma oportunidade única de transferência de
tecnologias para a montagem
em série desses caças super-modernos por empresas
brasileiras.
Superioridade
total
Os
concorrentes do caça multimissão russo Sukhoi
Su-35 são: o Rafale francês, o
F/A-18E/F “Super Hornet” norte-americano e o Gripen
NG sueco. Quais são, então,
as vantagens do Su-35 para a conquista da superioridade
aérea e atacar alvos
terrestres ou navais, independente da hora, do dia ou das
condições
meteorológicas?
Além
de
ser o mais veloz de todos (2.400 km/h à altitude de 11 km),
o Su-35 possui a
maior relação empuxo/peso. O seu raio de
ação é impressionante, com 3.600 km
atende perfeitamente às necessidades do Brasil, levando em
consideração o
tamanho do seu território e a extensão das
fronteiras terrestres e navais do
país.
Ademais,
o Su-35 tem uma eficiência operacional mais alta que a dos
seus concorrentes. O
caça é capaz de carregar mais de 8 toneladas de
diversas armas em 12 pontos sob
as asas ou fuselagem, número maior do que os outros
participantes da licitação.
A aeronave é propulsionada por dois sofisticados motores
117C de empuxo
vetorado, uma versão avançada do famoso AL-31F.
Os motores são dotados de novos
compressores, turbinas de alta e baixa pressão, sistema de
controle digital. O
empuxo dos dois motores foi aumentado para 29.000 kg, sendo igualmente
aperfeiçoados certos indicadores de vida útil.
Estas inovações associadas às
excelentes qualidades aerodinâmicas proporcionam ao Su-35 sua
conhecida
supermanobrabilidade, invejável para outros
caças, garantindo uma grande
vantagem no combate aéreo.
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- Clique
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A
cabine
de piloto apresenta novas soluções
ergonômicas, sendo introduzidos novos meios
de apresentação das
informações segundo o princípio da
cabine de vidro (Glass
Cockpit), o que facilita o trabalho do piloto, permitindo a sua
concentração
máxima no cumprimento das missões de combate. Uma
outra particularidade
importante da aeronave são os seus aviônicos
integrados ao sistema de
informação operacional e ao controle digital
responsável pela integração dos
equipamentos embarcados. O radar de varredura eletrônica
ativa, conhecido por
sua sigla inglesa AESA (Active Electronically Scanned Array), quando
comparado
com os similares dos concorrentes, apresenta 1,5-2 vezes mais
eficiência no
alcance de detecção dos alvos aéreos e
navais (até 400 km) e também superior em
outras características técnicas. O radar
é capaz de rastrear até 30 alvos
aéreos simultaneamente, além de poder atacar 8
destes simultaneamente.
Os
novos
sistemas integram os equipamentos de rádio e
navegação avançados, sistemas de
operação dos caças em grupo e um
sistema altamente eficiente de contramedidas
eletrônicas. Cabe dar um destaque especial a que no Su-35
são empregadas as
tecnologias de quinta geração, sendo deste modo
garantida a superioridade sobre
os caças concorrentes da mesma classe em toda uma
série de aspectos técnicos e
operacionais.
Convém
notar que as características supracitadas permitem
economizar recursos
financeiros importantes. Primeiro, quanto maior for o raio de
ação da aeronave,
tanto menor será o número de Bases
Aéreas a serem usadas no território do
país.
Segundo, quanto mais alta for a eficiência operacional de
cada aeronave, tanto
menor será o número de caças
necessários para o cumprimento das missões
atribuídas.
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Ao
parceiro estratégico – as melhores tecnologias
Segundo
os peritos, a proposta da Rosoboronexport atende aos requisitos da
licitação
não só do ponto de vista técnico.
Recentemente, no Brasil foi aprovada uma nova
doutrina militar, a Estratégia Nacional de Defesa, conforme
a qual a aquisição
de novos sistemas de armamento obrigatoriamente requer a
transferência
simultânea de tecnologias, permitindo às empresas
brasileiras,
independentemente de outros países, procederem com garantia
a manutenção e
revisões de todos os níveis de complexidade,
assim como a produção do armamento
e material bélico ou dos seus componentes. Este requisito
consta da documentação
da licitação relativa ao Programa F-X2. Mais
ainda, o volume e a profundidade
das tecnologias transferidas são especificados como fatores
decisivos.
Dado
isso, em abril de 2009, foi entregue ao Ministério da Defesa
brasileiro a
Proposta Revisada integrando um extenso programa de
transferência de
tecnologias que prevê um ciclo completo de
manutenção técnica,
revisões, ou
mesmo, a produção dos Su-35 no Brasil.
Convém notar que a amplitude da
implantação deste programa pode ser limitada
exclusivamente pela capacidade econômica ou
tecnológica das empresas
brasileiras. Mas, o mais importante é que Su-35 tem muitas
das tecnologias de
quinta geração, é de duvidar que o
Brasil as receba dos Estados Unidos, que
participam na licitação com um caça da
geração mais antiga, ou da França ou
da
Suécia que não possuem tais tecnologias.
As
negociações levadas a efeito evidenciaram que,
mesmo hoje, se pode contar com a
parceria das empresas brasileiras no equipamento do Su-35 com os
aviônicos
embarcados, integrados com os sistemas atuais e futuros das aeronaves
da FAB
(avionicos, sistemas de comunicações, sensores
embarcados, computadores, etc.),
assim como na integração do armamento
aéreo de produção brasileira,
inclusive
mísseis e foguetes, que possibilite o seu emprego
operacional no Su-35.
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Uma
vantagem incontestável da proposta da Rosoboronexport frente
aos concorrentes é
que somente a Rússia tem uma experiência real de
transferência de tecnologias
de produção de caças a outros
países. Para a China foram transferidas as tecnologias
relativas aos caças Su-27, à Índia -
aos caças Su-30. Hoje, estão sendo
implementados no Brasil os programas análogos no
âmbito do projeto de
fornecimento de helicópteros russos à FAB. Esta
experiência verdadeiramente
valiosa, com certeza, será aproveitada em caso do
fornecimento dos Su-35.
A
Rússia
e o Brasil são parceiros estratégicos. Os
Presidentes dos dois países
declararam-no reiteradamente. Portanto, o projeto de fornecimento dos
Su-35
poderia vir a ser uma etapa qualitativamente nova no desenvolvimento
das
relações russo-brasileiras, contribuindo para a
ampliação e consolidação da
cooperação técnico-militar. O Su-35
é um caça único e um dos melhores
entre
atualmente existentes, inclusive segundo o critério
custo-eficiência. O
Ministério da Defesa da Rússia já
celebrou o contrato de fornecimento para a
Força Aérea russa de 48 destas aeronaves que nos
próximos quatro anos irão
equipar as unidades aéreas. Talvez, a FAB seja a seguinte?
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Uma
referencia:
A
Empresa Federal Estatal Unitária Rosoboronexport –
é única na Rússia que está
fornecendo toda a variedade de Material de Emprego Militar,
Serviços e
Tecnologias de Uso Militar e Uso Dual.Representando de fato o Governo
da
Federação Russa , está celebrando todo
suporte governamental. A Rosoboronexport
é uma das maiores empresas no mercado mundial de armamentos,
com mais que 80
per cento do volume da exportação total de
armamentos e equipamentos militares
da Rússia. Tem relações de
cooperação com mais de 70 paises do Mundo.
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Boeing
e Saab acirram guerra de
lobby
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Fonte:
O Estado de S. Paulo
Via:
NOTIMP
Jan,
21/10
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Objetivo
de ofensiva
é impedir que o governo brasileiro confirme escolha do
caça Rafale, da francesa
Dassault
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| Denise
Chrispim Marin,
Eugênia Lopes |
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A
fabricante
americana de aviões Boeing e a sueca Saab iniciaram uma
ofensiva
para impedir
que o governo brasileiro escolha o caça Rafale, da francesa
Dassault, na
concorrência da Força Aérea Brasileira
(FAB) para a
compra de 36 aeronaves. Em
pleno lobby, a Boeing reiterou sua última oferta de venda do
F-18 Super Hornet,
de dezembro, que prevê a inclusão da Embraer no
desenvolvimento da próxima
geração do jato.
A
sueca
Saab
reforçou os critérios que colocaram o Gripen NG
no topo
da avaliação da
Aeronáutica ? preço baixo e tecnologia a ser
desenvolvida
com a Embraer.
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Sem
data marcada, o
governo promete anunciar em breve sua decisão. Questionado
sobre
essa nova
batalha de lobbies, um colaborador do presidente Luiz Inácio
Lula da Silva
afirmou ontem que essas iniciativas não mudam o jogo e os
critérios de escolha
não serão alterados. A vitória da
Dassault, para
esse assessor de Lula, está
cimentada.
Gerente
sênior de
Desenvolvimento de Negócios Internacionais da
Divisão de
Aeronaves Militares da
Boeing, Michael Coggins anunciou na terça-feira que o
governo
americano liberou
a transferência de tecnologia e até dos
códigos
informáticos para armar os
caças com mísseis brasileiros, e insistiu que
nada
impedirá a futura fabricação
dessas aeronaves no Brasil. "Nós oferecemos à
Embraer e
à FAB a opção de
produzir os Super Hornet no Brasil", afirmou.
Coggins
admitiu que
há um sério problema de confiança do
Brasil em
relação à oferta americana. Mas
mostrou-se otimista com as gestões do novo embaixador dos
EUA em
Brasília, Thomas
Shannon, a partir de 4 de fevereiro, e nas respostas aos três
lobbies diretos
do presidente Barack Obama junto a Lula. O mesmo colaborador de Lula
rebateu
essa versão. "Nenhum compromisso do governo americano impede
um
eventual
veto do seu Congresso."
A
Saab
não poupa
esforços para convencer o governo de que seu projeto
é
superior e rebater as
críticas de que o Gripen NG existe apenas no papel. "O
Gripen
é o melhor
não só pela tecnologia, como também
pelo conceito
e preço", afirmou Bob
Kemp, vice-presidente da Saab. "O avião já
existe",
emendou Bengt
Jáner, representante da Saab no Brasil.
Eles explicaram que o Gripen NG tem base num caça em
operação, o Gripen C,
vendido para quatro países. Existe hoje uma
espécie de
protótipo do Gripen NG,
já testado por pilotos da FAB.
A
Saab
também
apresentou à Marinha brasileira o projeto do Gripen Naval
para o
porta-aviões
São Paulo. A expectativa é que, em uma
década, os
12 caças da Marinha em
operação sejam substituídos.
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| Boeing
melhora proposta
para vender seu caça |
|
Fonte:
Valor Econômico
Cristiano
Romero
Via:
NOTIMP
Jan,
21/10 |
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Em
clara desvantagem
política na disputa pelo fornecimento de caças ao
Brasil,
a Boeing decidiu
melhorar sua proposta ao governo brasileiro. Sem fazer alarde, a
empresa
americana apresentou à Força Aérea
Brasileira
(FAB), no dia 9 de dezembro,
oferta para que uma nova geração de
caças seja
desenvolvida em conjunto com o
Brasil. Além disso, comprometeu-se a adotar, no contrato de
venda dos aviões,
"penalidades severas" caso não haja transferência
de
tecnologia.
A
nova
proposta é
parte de uma ofensiva agressiva da maior fabricante mundial de jatos
comerciais
e militares, mas vai além de seus interesses corporativos.
Ela
envolve o
governo americano. Nos últimos meses, o presidente dos
Estados
Unidos, Barack
Obama, conversou três vezes com o presidente Luiz
Inácio
Lula da Silva sobre a
concorrência dos caças. As
informações foram
prestadas na noite de terça-feira,
em Brasília, por Michael Coggins, gerente da campanha da
Boeing
para a venda do
caça Super Hornet ao Brasil, uma disputa que envolve o
caça francês Rafale e o
sueco Gripen NG.
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Segundo
Coggins,
fazem parte do pacote oferecido pela Boeing a
participação de indústrias
brasileiras no fornecimento de insumos e a possibilidade de que grupos
de 50
engenheiros da Embraer participem, anualmente, dos trabalhos de
desenvolvimento
da nova geração de caças americanos. O
executivo
assegurou que, com a venda do
Super Hornet ao Brasil, haverá transferência de
tecnologia. Ele reconheceu, no
entanto, as dificuldades políticas que a Boeing
está
enfrentando nessa
concorrência.
"O
maior
desafio da Boeing não é a transferência
de
tecnologia. O governo dos EUA
autorizou uma transferência como nunca havia feito antes a
nenhum
país",
afirmou Coggins num jantar com um grupo de jornalistas. Ele explicou
que a
maior dificuldade do negócio diz respeito à
confiança do governo brasileiro na
disposição do governo americano em atender a
certas
exigências, como liberdade
de negociação com terceiros países.
"Houve
problemas com os militares
brasileiros nos últimos 30 anos. Os EUA não
vendiam armas
para a América do
Sul", disse Coggins, assegurando que a postura do governo americano
mudou.
É
grande a
resistência do governo brasileiro a um acordo com os
americanos.
Procurado pelo
Valor, um ministro próximo do presidente Lula disse que a
proposta da Boeing de
oferecer uma cláusula no contrato com previsão de
penalidades, no caso de
descumprimento do acordo de transferência de tecnologia,
é
uma prova de
fragilidade. "Com essa cláusula, se amanhã o
Departamento
de Estado
decidir vetar o acordo, eles pagam a multa e fica por isso mesmo",
disse o
auxiliar de Lula.
O
ministro menciona
o veto americano à venda de aviões Super Tucanos,
fabricados pela Embraer, à
Venezuela, como um exemplo da difícil
relação com
os EUA na área militar. Os
americanos aplicaram o veto, valendo-se do fato de que o sistema de
radar dos
Super Tucanos é fabricado pelos EUA e que, portanto, a venda
a
terceiros países
depende de autorização de Washington. "Nossa
experiência com os americanos
é desastrosa. Vai levar tempo para ter uma nova
relação", afiançou um
assessor direto de Lula.
Segundo
esse
ministro, o avião da Boeing é "muito bom", mas os
outros
caças também
satisfazem as necessidades da FAB. A decisão do governo
Lula,
explicou, levará
em consideração interesses
"geopolíticos". A
tendência, de acordo com
essa fonte, é o presidente escolher o Rafale, da francesa
Dassault, apesar da
preferência técnica da Aeronáutica pelo
Gripen NG,
da sueca SAAB. "O
relatório da FAB com preferência pelo Gripen deve
ajudar a
reduzir o preço do
caça francês", observou o ministro, informando que
o
presidente Lula deve
tomar uma decisão dentro de 90 dias.
Na
conversa com
jornalistas brasileiros, Michael Coggins criticou os concorrentes e
questionou
a importância de uma aliança
estratégica do Brasil
com a Suécia ou a França.
Ele lembrou que as Forças Armadas brasileiras já
têm parceria com os franceses
e que um novo contrato não acrescentaria nada. "Onde
estão os aspectos
estratégicos de uma nova parceria com a França?",
indagou. "Os EUA
têm o melhor processo logístico do mundo e as
forças armadas mais fortes.
Politicamente, o benefício de uma parceria com os EUA
é
maior."
Segundo
Coggins, os
suecos estão seis anos atrasados no desenvolvimento do
Gripen
NG. "O
programa de desenvolvimento (do avião sueco) foi um
desastre",
afirmou. O
desenvolvimento do Rafale também estaria atrasado, assim
como os
franceses,
disse ele, estão atrasados em relação
ao programa
de construção do submarino
nuclear brasileiro. O executivo da Boeing alegou, ainda, que o Super
Hornet
sairá a um preço 40% mais baixo que o dos
franceses. "A
Boeing entregará
os aviões no prazo (em 2014)", assegurou.
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Comentário:
1- 06/ fev. 2010 11:18h
Gostaria
de elogiar a iniciativa deste site. As
informações aqui
contidas são muito esclarecedoras e úteis. Tomara
que
outros sites com um nível
excelente como este possam ser criados e melhor ainda, possam despertar
o
civismo e patriotismo de nosso povo. Sites como este, reiteram e
explicitam a
real necessidade e importância de nossas FA's.
Obrigado
e muito sucesso.
Myller
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| Caça
francês Rafale é ‘grande mico’,
afirma
analista |
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FONTE:
eBand
Via:
Notimp
Jan,
18/10
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| O
Sueco Gripen, “O F-18 e o Rafale são artigos de
prateleira, não tem o que projetar” |
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O
caça
francês Rafale, o preferido pelo presidente Luiz
Inácio Lula da Silva para renovar
a frota da Força Aérea Brasileira (FAB),
é um “grande mico”, o pior disparado
entre os concorrentes, na opinião de Fernando Arbache,
presidente da Arbache
Consultoria, doutor em Inteligência de Mercado pelo ITA
(Instituto Tecnológico
de Aeronáutica) e professor da FGV
(Fundação Getúlio Vargas).
De
acordo com o professor, o Rafale, produzido pela Dassault, é
mais caro, não
oferece a possibilidade de desenvolvimento conjunto de projeto com o
Brasil, e
a França não pretende fornecer os
códigos-fonte e o sistema de
integração entre
a aeronave e armas, o que deixaria a FAB totalmente dependente da
França.
Arbache diz ainda que, caso o Brasil passasse a fabricá-lo e
quisesse vender a
outros países, também poderia enfrentar o veto
francês.
“[A
França] quer que a gente engula uma aeronave por um
preço acima do preço
adquirido pela Força Aérea francesa. É
um grande erro, um mico, o Rafale. É o
pior de todos, em todos os níveis”, disse o
analista, em entrevista ao eBand.
Para
Arbache, o Brasil deve comprar o Gripen NG, da sueca Saab. O professor
concorda
com o relatório da FAB sobre os caças, que
apresenta o avião sueco como a
melhor opção. Em segundo vem o F-18 Super Hornet,
da americana Boeing, e por
último, o Rafale.
Ainda
um
projeto, o Gripen NG seria desenvolvido em parceria com o Brasil. A
aeronave
atende às necessidades da FAB, é muito mais
barata e se adequa às demandas e
orçamentos de diversas forças aéreas
do mundo. É também a melhor
opção em
termos de estratégia e política, segundo Arbache.
“Exportação,
melhoria do parque tecnológico, enfim, tem vários
elementos que o Gripen vai
trazer para nós. Em segundo lugar, seria o [americano F-18
Super] Hornet, e,
por último, mas bem distante, seria o Rafale, o pior
candidato disparado”,
afirma.
Leia
a
íntegra da entrevista:
eBand - A
decisão deve ser guiada por
critérios político-estratégicos, ou
pelos aspectos técnico-operacionais e a
relação custo/benefício?
Fernando
Arbache –
Há que
se fazer uma mistura. Tem que juntar a parte técnica com a
política e
estratégica. Ambos são de extrema
importância. O primeiro parâmetro é o
técnico, para fazer a classificação de
quem não tem a mínima capacidade
técnica
necessária. Então você pega os
finalistas e faz uma análise criteriosa em
termos de estratégia e política.
Não
está
sendo feito dessa forma, multicriteriosa, não se
está tomando a base técnica
como primeiro elemento de tomada de decisão.
eBand – Seguindo
essa
forma de seleção, qual
deveria ser escolhido?
Arbache –
Fiz uma análise profunda dos três caças
e
concordo em número gênero e grau com a
Força Aérea. Eu escolheria o primeiro, o
Gripen, que é o caça que mais se adequa
às necessidades brasileiras em termos
de política, estratégia,
sofisticação de armamentos, e principalmente, de
custo.
Há
uma
série de benefícios que podemos ganhar com a
utilização do Gripen.
Exportação,
melhoria do parque tecnológico, enfim, tem vários
elementos que o Gripen vai
trazer para nós. Em segundo lugar, seria o Hornet, e, por
último, mas bem
distante, seria o Rafale, o pior candidato disparado.
eBand – Quais
seriam os
aspectos políticos
positivos de um negócio com os suecos?
Arbache –
O ponto mais importante é que você teria
uma diversificação de fornecedores. Estamos
trabalhando com o conceito de
geopolítica. No momento em que você trabalha com
poucos fornecedores, cria uma
dependência muito grande. E para o Brasil, que é
uma pretensa grande potência
econômica, ele tem de buscar
diversificação, principalmente de armamento
bélico
– para ele poder ter capacidade de dissuasão na
hora certa sem precisar da
autorização de um determinado país.
Porque
quando eu vou atacar um país, eu tenho de acatar,
às vezes, as decisões do país
que me forneceu o armamento, senão ele corta a linha de
fornecimento. Por isso
é muito importante a diversificação de
fornecedores na área bélica.
eBand – Ao menos
em
dois casos – na Guerra
dos Seis Dias e na Guerra das Malvinas – a França
deixou clientes de seus
equipamentos bélicos na mão.
Arbache –
Totalmente na mão.
eBand – Corremos
esse
risco?
Arbache –
Totalmente. Historicamente, em geral, ela
acaba não cumprindo com o que promete – temos
diversos momentos históricos em
que podemos comprovar. Inclusive, a França teve
vários conflitos com o Brasil.
Um
dos
mais recentes foi a Guerra das Lagostas, quando o general Charles de
Gaulle
disse que o Brasil não é um país
sério. Então, eu não acredito que os
franceses
possam apoiar o Brasil como eles falam.
eBand – Sobre os
caças suecos, levanta-se a
questão de que há muitos componentes americanos.
Isso poderia ser um empecilho,
uma vez que, se o Brasil passasse a fabricá-lo, poderia
enfrentar o controle
americano sobre suas vendas?
Arbache –
Não tenha dúvida. Se passarmos a fabricar
o caça sueco, ficaremos com uma certa
restrição do Pentágono. Só
que tem um
detalhe: isso vai ficar para uma parte do avião que podemos,
inclusive,
desenvolver. Se nós temos o projeto e todos os
códigos-fonte, conseguimos
desenvolver ou buscar alternativas, como Israel fez, como
vários países já
fizeram.
No
caso
da França, 100% da aeronave é francesa.
Então, se a França falar
“não”, é não
para tudo. Se os EUA falarem “não”,
é “não” para uma parte. Temos
de pensar o
seguinte: o caça sueco ainda nos dá um conceito
básico que pode ser usado com
diferentes fornecedores.
eBand – Então
esse é o ponto negativo no
negócio com os suecos, mas que seria contornável.
Arbache –
Contornável. Por exemplo, o motor
turbofan é GE [General Eletric, americana]. Se o Brasil
quiser, pode buscar um
turbofan francês, russo, que eu sei como integrar o aparelho
ao produto. Eu
posso buscar um turbofan Rolls Royce, inglês. Existem outras
alternativas que
não sejam necessariamente dos EUA para que eu possa fugir
dessa regra.
No
caso
francês, como tudo é francês, se ele
disser “não”, acabou. E ele
também não vai
dispor, por exemplo, o sistema de integração
entre armas e aeronave. Se ele não
dispõe isso, não conseguimos desenvolver outras
armas para o Rafale, elas têm
de ser francesas. Isso é um grande mico para nós.
eBand – E como o
senhor
analisa o fato de
ele ser apenas um projeto? É negativo, ou é uma
vantagem poder desenvolver em
parceria.
Arbache –
Essa é a maior vantagem. Porque o F-18 e
o Rafale são artigos de prateleira, não tem o que
projetar. Então não faria nem
sentido dizer “vou te dar uma parte para você
projetar”. Já o Gripen é um
projeto que terminará de ser desenvolvido com o Brasil.
Um
exemplo clássico: o maior sucesso da aeronáutica
brasileira, o RJ 145, que foi
o produto que gerou o Legacy e o EMB 170/190/195. Essas aeronaves
só foram
projetadas porque o Brasil fez com a Alenia e Aeroitália o
projeto AMX. Então
ele criou capacidade de projeto – só teve esse
sucesso porque fez uma parceria
onde ele pudesse desenvolver o projeto. Qual vai ser o nosso
desenvolvimento se
comprarmos o Rafale ou o F-18? Nenhum.
Não
desenvolveremos absolutamente nada. Então o fato de ele
ainda estar no papel é
a maior vantagem que nós temos.
Temos
que pensar como uma nação grande agora.
Não quero um produto pronto. Quero
desenvolver um produto para ter minha soberania. Esse deve ser o
raciocínio do
Brasil.
eBand – Então,
a aeronave que atende melhor
as necessidades da FAB é o Gripen?
Arbache –
Sem dúvida. Em relação a
preço, custo de
manutenção, operacional, enfim, vários
outros critérios que trazem
principalmente o seguinte: é a aeronave que mais se adequa
no orçamento de
diversas forças aéreas. Então eu posso
ainda me tornar, como país, exportador
de uma aeronave de última geração. O
Rafale, por exemplo, foi rejeitado por
diversas forças aéreas.
eBand – Nenhum
país usa o Rafale. O negócio
representaria a sobrevivência do modelo e daria
fôlego à Dassault. Podemos
esperar uma contrapartida da França?
Arbache –
Eu não acredito que a França vá dar
uma
contrapartida a mais do que ela promete. Ela vendeu o projeto dos
submarinos,
vendeu três usinas nucleares, que foi assinado às
escuras, está concorrendo com
o trem bala. Ela já está levando uma vantagem
enorme.
Então
o
que, efetivamente, a França está nos dando em
contrapartida? Nem ceder os
códigos-fonte ela quer, nem baixar o preço. Ela
quer que a gente engula uma
aeronave por um preço acima do preço adquirido
pela Força Aérea francesa. É um
grande erro, um mico, o Rafale. É o pior de todos, em todos
os níveis.
eBand – O
relatório da FAB pode servir de
instrumento de pressão para os franceses baixarem o
preço?
Arbache –
O relatório da FAB nitidamente rejeita
completamente o Rafale. Ele pode ser utilizado sim pelo governo
brasileiro como
forma de pressionar pela redução do
preço.
eBand – Então
caso o Brasil decida pelo
Rafale será uma decisão totalmente
política?
Arbache –
100% política, não tenha dúvida.
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Analistas
comparam aspectos técnicos de caças na
lista do Brasil
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Fonte:
BBC
Brasil
Via:
Plano Brasil
Jan,
12/10
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Três
tipos de caça
disputam a preferência do governo brasileiro para estar entre
as aeronaves de
combate da Força Aérea. O objetivo desse processo
de renovação é a compra
imediata de 36 jatos. Nos próximos anos, o país
deve aumentar as compras para
chegar até 120 unidades.
Os
modelos que
continuam no páreo são: o Rafale, produzido pela
francesa Dassault; o sueco
Gripen NG, cuja fabricante é a Saab; e finalmente o FA-18
Super Hornet, da
americana Boeing.
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| FA-18 Super
Hornet |
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A
BBC Brasil ouviu
analistas para entender melhor as vantagens e desvantagens dos
três modelos.
O
reitor do Royal
Air Force College (Faculdade da Força Aérea
britânica), Joel Hayward, e o
analista de aviação da consultoria
Jane’s, Craig Caffrey, acreditam que as três
aeronaves têm capacidades similares.
Mas
Hayward vê no
Rafale a melhor aeronave para defender os céus brasileiros,
enquanto Caffrey
crê que o Gripen pode oferecer a melhor oportunidade de
desenvolvimento da
indústria aeroespacial do país.
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Performance
e
poderio bélico
Segundo
os
especialistas ouvidos, os três modelos são
bastante parecidos.
“Nenhum
dos três
caças tem alguma grande vantagem de desempenho em
relação aos demais”, diz
Caffrey. O Rafale e o FA-18 voam a uma velocidade máxima de
2 mil quilômetros
por hora, enquanto o Gripen chega a 1500. Todos os três
superam os 3 mil
quilômetros de autonomia.
No
quesito
capacidade de carga bélica (mísseis e bombas que
podem carregar), todos são
semelhantes também. “Os três
caças portam bombas de precisão guiada e
avançados
mísseis para atingir alvos no ar”, explica Caffrey.
Mas
o Gripen tem uma
vantagem e uma desvantagem nesse quesito. Por ser o menor, o
caça sueco pode
transportar 6,5 toneladas desse tipo de material, enquanto o
francês leva oito
e o americano 9,5 toneladas. “Porém ele
está sendo desenvolvido para portar uma
maior variedade de armamentos do que os outros dois”, diz
Caffrey.
O
fato de o sueco
ter apenas um motor contra dois dos concorrentes é visto com
reticência por
alguns pilotos. Mas Caffrey explica que os motores modernos
são extremamente
confiáveis. “A Força Aérea
Sueca opera a primeira geração do Gripen desde
1997
e estou certo de que eles nunca perderam um caça por causa
de problemas no
motor”, comenta o analista.
Joel
Hayward
concorda, dizendo que os monomotores são tão
confiáveis quanto os demais. Para
o reitor do Royal Air Force College, o que realmente deve pesar nessa
questão
de performance é a função que o
caça irá desempenhar.
“Se
o objetivo
primordial do governo brasileiro é patrulhar a faixa de mar
do pré-sal e a
Amazônia, ou seja, lidar com alvos no solo, qualquer uma das
três aeronaves é
perfeitamente capaz. Mas se o país quer estar preparado para
se defender de
ataques aéreos de outras nações
sul-americanas, o modelo francês é certamente o
mais adequado”, diz Hayward.
O
reitor explica que
o Rafale tem maior agilidade nas manobras e seus avionics (conjunto
de instrumentos de pilotagem
e combate) são os mais avançados.
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| Gripen NG |
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Transferência
de
tecnologia
O
Brasil colocou a
transferência de tecnologia como critério
essencial nessa negociação. Hayward
explica a importância desse aspecto:
“É
como quando você
compra um computador. Se você não domina os
códigos-fonte do processador, será
sempre dependente dos avanços que o fabricante conseguir, o
que certamente terá
um custo alto. Mas se você tem os códigos, pode
desenvolver o equipamento por
sua própria conta”.
Todos
os três
fabricantes prometem transferir integralmente a tecnologia. Mas na
prática pode
não ser bem assim. “É muito comum que
na hora de vender o produto, as empresas
prometam transferir completamente a tecnologia de seus
caças. No entanto,
depois do contrato assinado, muitas vezes as coisas não
transcorrem tão bem”,
comenta Hayward. Por isso ele crê que a boa
relação diplomática entre Brasil e
França deve pesar, já que ela pode garantir o
cumprimento do contrato.
Os
especialistas
avisam que também é preciso considerar o grau de
desenvolvimento atual de cada
aeronave, pois isso indica o quanto o modelo ainda poderá
ser explorado pelo
Brasil.
Para
Caffrey, o
FA-18 talvez ofereça a maior garantia de desenvolvimento,
porque a Marinha
americana ainda vai utilizá-lo por muitos anos e, portanto,
investir nele.
Quanto ao Gripen NG, que é a nova
geração do Gripen original, é o que
promete o
maior desenvolvimento tecnológico futuro por ser o mais novo.
“Se
o Gripen for o
escolhido, então o Brasil poderia se tornar um parceiro nos
estágios finais do
programa de desenvolvimento do caça. Nenhum dos demais
concorrentes pode
oferecer esse grau de envolvimento”, diz Caffrey. Mas Hayward
observa que, ao
contrário dos rivais, essa nova
geração do Gripen ainda não foi
testada em
combate.
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| Rafale |
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Preço
Um
último fator que
também pode ser decisivo é o custo das aeronaves.
O pacote completo do Gripen
deve sair por R$ 5 bilhões, enquanto o do FA-18 custaria R$
8 bilhões e o do
Rafale por R$ 10 bilhões. Além disso, o custo
operacional de cada aeronave
também varia. Cada hora de vôo do modelo sueco
custa US$ 4 mil, incluindo
combustível e manutenção, enquanto
para os demais esse valor chegaria a US$ 14
mil.
“Supondo
uma
transferência total de tecnologia e preços
semelhantes para os três, eu ficaria
com o Rafale da França por ser o melhor caça. Mas
se houver realmente uma
diferença brutal de preço, aí eu
poderia mudar de idéia, pois com os mesmos
recursos o Brasil compraria muito mais aeronaves”, completa
Hayward.
Essa
pode ter sido a
interpretação da FAB. Em um extenso
relatório, a Aeronáutica classificou o
Gripen como a melhor opção, levando em conta a
performance, o preço e o
potencial de transferência de tecnologia.
O
poder executivo
brasileiro, porém, já havia declarado em setembro
do ano passado que o Rafale é
o favorito, principalmente porque Brasil e França assinaram
uma parceria
estratégica no setor militar. Por se tratar de um assunto de
segurança
nacional, quem dará a palavra final é o
presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
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| O Gripen NG visto por
tráz |
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| Segundo
a folha, FAB prefere caça sueco a francês |
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Fonte: Folha
Via:
Plano Brasil
ELIANE
CANTANHÊDE
Jan,
05/10
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Folha
Online — O
caça francês Rafale, da empresa Dassault, ficou em
terceiro e último lugar no
relatório técnico que a Aeronáutica
entregou ao ministro Nelson Jobim (Defesa)
sobre o projeto de compra de 36 caças para a
Força Aérea Brasileira. O Gripen
NG, da sueca Saab, foi o mais bem avaliado, e o F-18 Super Hornet, da
norte-americana Boeing, ficou em segundo, informa a reportagem da
colunista
Eliane Cantanhêde, da Folha.
O
resultado tende a
gerar constrangimentos no governo e mais atrasos para a
decisão sobre o projeto
ao contrapor a avaliação técnica da
Aeronáutica à preferência
política do
presidente Lula e da área diplomática pelos
franceses. A decisão pró-Rafale
chegou a ser anunciada em nota oficial, em setembro; o governo recuou
após
repercussão negativa na FAB e entre concorrentes.
O
Planalto pode
ignorar o relatório e ficar com o Rafale ou desagradar
à França e optar pelo
Gripen NG. Formalmente, Lula pode escolher qualquer um dos
três.
De
acordo com a
reportagem, o “sumário
executivo”
do
relatório da FAB, com as conclusões finais das
mais de 30 mil páginas de dados, apontou o fator financeiro
como decisivo para
a classificação do caça sueco: o
Gripen NG, até por ser monomotor e ainda em
fase de projeto (se baseia no Gripen atual, uma versão
inferior em
performance), é o mais barato dos três
concorrentes finais.
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Programa
FX 2 - Escolha do novo avião de combate para a FAB.
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Complemento:
Poder Aéreo
Conforme
a Folha apurou, o “sumário executivo” do
relatório da
FAB, com as conclusões finais das mais de 30 mil
páginas de dados, apontou o
fator financeiro como decisivo para a
classificação do caça sueco: o Gripen
NG,
até por ser monomotor e ainda em fase de projeto (se baseia
no Gripen atual,
uma versão inferior em performance), é o mais
barato dos três concorrentes
finais.
A
diferença de valores é tanto no quesito
preço do produto como no custo de
manutenção. A Saab diz que ofereceu o Gripen pela
metade do preço do Rafale, ou
seja, algo na casa dos US$ 70 milhões. Afirma que a hora-voo
de seu avião é
quatro vezes menor do que a do francês, o que a Dassault
rejeita: como o Rafale
tem duas turbinas, é mais caro de operar, mas teria melhor
performance.
Quem
vai
arcar com todos esses custos, durante os cerca de 30 anos de vida
útil do jato,
é a FAB, que considera a questão
prioritária.
Pesou
também o compromisso de transferência de
tecnologia. O Gripen NG é um projeto
em desenvolvimento que oferece em tese mais acesso a tecnologias para
empresas
futuramente parceiras, como a Embraer. Há a promessa
genérica de produção final
no Brasil, mas de resto o Rafale também diz isso. O problema
é que o francês é
um produto pronto, supostamente com menor taxa de
transferência de conhecimento
de produção.
O
relatório da FAB não considerou como negativo o
fato de o jato sueco ser
monomotor, já que em aviões modernos isso
é visto com um problema menor na
incidência de acidentes.
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| Gripen nas cores da FAB |
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Já
o
Rafale apresentou três obstáculos, na
análise da FAB:
1)
Continuou com
valores considerados proibitivos, ao contrário do que o
presidente da França,
Nicolas Sarkozy, havia prometido a Lula.
2)
O prometido repasse
de tecnologia foi considerado muito aquém da
ambição Brasileira. Trata-se de um
“produto pronto”, que teria, ou terá,
dificuldades para ser vendido a outros
países a partir do Brasil.
3)
A Embraer,
consultada pela Aeronáutica, declarou que, se fosse o
Rafale, não teria
interesse em participar do projeto, pois lucraria muito pouco em
tecnologia e
em negócios.
O
relatório foi
feito pela Copac (Comissão Coordenadora do Programa
Aeronaves de Combate) e
ratificado pelo Alto Comando da Aeronáutica no dia 18 de
dezembro.
Jobim
voltou ontem à
noite a Brasília pronto para se reunir com o comandante da
Aeronáutica,
brigadeiro Juniti Saito. Oficialmente, para ganhar tempo, a
versão do governo é
que a FAB ainda não lhe entregou o documento.
O
ministro já sabe
do resultado desde uma viagem que fez com Saito à China e
à Ucrânia, no final
do ano. Os dois aproveitaram uma escala justamente em Paris para
discutir a
questão com o presidente da Copac, brigadeiro Dirceu Tondolo
Noro, que,
conforme a Folha apurou, foi chamado de última hora a viajar
à capital francesa
para encontrá-los.
É
uma das grandes
compras em curso no mundo, e pode bater os R$ 10 bilhões.
Em
entrevista à
Folha em dezembro, Jobim admitiu que tinha interferido para mudar as
regras do
relatório da Copac, mas sem assumir que a
intenção era evitar que a FAB
indicasse um favorito que não batesse com o do Planalto.
COMPLEMENTO: ouça
o podcast “2010
começa com dois abacaxis
militares para Lula” com análise da
jornalista que assina a matéria, na
Folha Online, clicando
aqui.
O Portal G1,
comentando a reportagem da Folha de São Paulo, acrescentou
que “a
assessoria do ministério da Defesa disse ao G1 que Jobim
só tratará do tema na
próxima semana, quando retorna de férias. O
Centro de Comunicação Social da
Aeronáutica afirmou que a FAB só se
manifestará oficialmente junto com o
ministério. Apesar da questão técnica,
a decisão final cabe ao presidente Lula.
Ele pode ignorar a preferência da FAB e escolher qualquer um
dos três modelos
que seguem na concorrência. A tendência
é que o escolhido seja anunciado no
início deste ano.” (clique
aqui para
acessar matéria
do G1)
NOTA
DO EDITOR:
Como dissemos no
editorial “F-X2:
surpresas em
janeiro de 2010?“,
a demora na decisão final do F-X2 indicava que havia
diferença nas escolhas do
Governo e da FAB. O Poder
Aéreo,
que tem
acesso a algumas fontes importantes, também sabia que o
F/A-18E/F teria
alcançado melhor posição que o Rafale,
por isso o título do editorial. Agora é
esperar a martelada (ou não) do presidente.
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FX 2:
Detalhes do Programa
Sea Gripen
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Artigo
de autoria do Site Alide,
Escrito por Felipe
Salles
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Sugerimos
aos
leitores este importante artigo publicado no ALIDE que lança
novas informações
sobre o caça Sueco SAAB Gripen NG e suas cartas na manga
para o desfecho do
programa FX 2.
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| Sea
Gripen - Gripen Naval |
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ALIDE
encaminhou ao
Sr Peter Nilsson, VP de Capacitação Operacional
do Gripen na Saab, um conjunto
de perguntas visando esclarecer aos nossos leitores, um pouco melhor,
sobre o
recém anunciado programa Sea Gripen, a versão
navalizada do caça sueco, voltada
para o uso em navios aeródromos.
A
carta abaixo é a
tradução para o português do texto
integral que recebemos em resposta.
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Sr.
Salles,
Principalmente
em
função do fato da Saab AB se encontrar em meio a
um processo de RFI (Request
for Information – Solicitação de
Informações) com o governo indiano eu
não
terei como responder a todas as suas perguntas a respeito do Programa
Sea
Gripen. Espero, no entanto, o resto desta carta possa dar a
vocês e aos seus
leitores novas e interessantes informações.
Antecedentes
A
empresa Saab AB
tem, em diversas ocasiões, desde o início do
programa Gripen, analisado e
discutido internamente a possibilidade de produzirmos uma
versão de
porta-aviões do nosso avião. Os primeiros destes
estudos datam de meados da
década de 90. Estas análises foram iniciadas
devido ao interesse demonstrado
por diversas nações que consideram o Gripen
baseado em terra como sua principal
alternativa futura em termos de caça e que ou tem, ou
ambicionam ter, navios
aeródromos em suas esquadras.
O
fato do Gripen
poder operar desde bases limitadas/improvisadas em trechos retos de
rodovias
naturalmente contribuiu para isso. Esta “capacidade
única” – de poder operar
desde pistas curtas e rudimentares naturalmente conduz à
questão: “Quanto
esforço de reprojeto seria necessária para se
reprojetar o Gripen em um
verdadeiro avião para porta-aviões?”.
Os
requerimentos
básicos originais da Força Aérea Sueca
visando estas operações nas estradas,
são bastante “semelhantes às das
operações embarcadas”. Qualidades como:
a
baixa velocidade de pouso, o grande controle de arfagem e de rolagem, a
grande
precisão no controle no vôo dentro do `glide
slope`, a capacidade de efetuar
pousos de alta precisão, a
certificação para
realização de altas taxas de
descida, a estrutura reforçada da fuselagem,etc.
são elementos básicos do
projeto desde o seu início. Devemos também
adicionar a esta visão as
importantes características do Gripen para
manutenção simplificada no campo.
Exemplos desta simplicidade de manutenção
são, a capacidade da troca da turbina
em menos de uma hora, mesmo fora da base aérea, e a falta da
necessidade de uma
fonte externa de eletricidade, que mostram que a
criação de um caça de
porta-aviões desde o projeto do Gripen é um
“salto”muito menor do que seria
desde outro modelo qualquer de caça, originalmente baseado
em terra…
O
Programa Sea Gripen
A
decisão da Saab AB
lançar este novo programa foi tomada dentro do contexto de
que
duas de nossas
campanhas de vendas em andamento são em países
que se
encontram, ambos, no
início do desenvolvimento da
capacitação de
aviação baseada em
navios-aeródromos, especificamente o Brasil e a
Índia.
Nós também identificamos
mais países que, no futuro, provavelmente,
entrarão
também nesta arena.
Atualmente, ou estes países são
forçados a equipar
seus NAes com aeronaves de
uma geração anterior, ou o grande porte dos novos
caças os forçará à
aquisição
ou, alternativamente, à construção de
navios muito
maiores que os atuais.
No
momento do
lançamento do Programa Sea Gripen a Saab AB
não havia recebido ainda
nenhum pedido formal nem da Índia nem do Brasil. Nosso
processo de
vendas/comunicações junto às
forças aéreas destes dois países
não geraram
nenhuma discussão a respeito de aeronaves baseadas em
porta-aviões.Se houve
algum tipo de discussão interna, ou processo de
“benchmarking” entre as Forças
Aéreas e as Marinhas, nós não tomamos
conhecimento.
No
entanto, no dia
10 de dezembro passado, a Saab recebeu um RFI oficial (Request For
Information)
das Forças Armadas Indianas. De parte da Marinha do Brasil
nós não temos ainda,
neste momento, nenhum “Request For Information”
formal.
Referente
às suas
perguntas sobre o programa, especificamente: número de
pessoas envolvidas, os
investimentos realizados e previstos, cronogramas, número de
protótipos (test
vehicles) ou desenvolvimentos futuros – lamentamos informar
que a Saab AB não
publica comentários sobre detalhes desta natureza. Nos
encontramos neste
momento em meio a um processo de RFI na Índia e por isso
não podemos abrir
nenhum dado ou detalhe abertamente sobre este programa
específico. Todos estes
dados e detalhes estão protegidos por termos de
confidencialidade, conforme
exigido pelos indianos. Este tipo de procedimento é comum em
todos os programas
da Saab, não apenas no caso do Sea Gripen.
Sea
Gripen – a aeronave
Com
respeito ao novo
modelo em estudos a Saab AB, no entanto, já pode confirmar
que:
•
Sim existe um
programa para os estudos e desenvolvimento do Sea Gripen, um novo
avião
derivado do Gripen NG para operações
navais/baseadas em navio aeródromo
•
O Sea Gripen está
sendo estudado tanto para operações CATOBAR
(lançado por catapulta) e STOBAR
(lançado com ski-jump). Haverá, obviamente,
diferenças em termos de peso máximo
de decolagem entre as duas versões. No conceito CATOBAR o
Sea Gripen terá o
peso máximo de decolagem (MTOW) de 16.500 kg e um peso
máximo de pouso de
11.500 kg. No conceito STOBAR os pesos dependerão
diretamente do tamanho físico
do convoo do navio aeródromo. A grosso modo a carga paga
(payload combustível e
armamento cairá em 1/3 quando comparada com o modelo
CATOBAR. Não haverá
nenhuma diferença na capacidade de retorno da aeronave nos
dois modelos.
•
O Sea Gripen é um
programa de desenvolvimento adicional baseado no programa Gripen NG.
•
Ainda que a General
Electric já tenha planos futuros de crescimento dentro do
programa da turbine
GE 414 (o chamado EPE – Enhanced Performance Engine
– Motor de Desempenho
Melhorado) nós não estamos dependendo disso para
o desenvolvimento do novo
modelo do Gripen neste momento.
•
Dentro do programa
Sea Gripen nós dispomos de pessoal com experiência
de operações embarcadas
tanto na área de engenharia quanto na de
pilotagem, em tempo de paz e
também de combate.
•
Os maiores
reprojetos previstos na área técnica
serão:
Novos
trens de
pouso, principal e dianteiro: para resistir às maiores taxas
de descida e as
forças derivadas da decolagem na catapulta.
Estrutura:
será
reforçada em algumas áreas, não
constituindo-se num projeto completamente novo
já que as modificações adicionadas no
projeto do Gripen NG diminuitam a
extensão do reprojeto caso o Sea Gripen tivesse que ser
criado a partir dos
atuais Gripens C/D.
Gancho
de parada:
este será uma versão reprojetada e
reforçada da versão já desenvolvida
para o
gancho de parada emergencial desenvolvido dentro do programa Gripen NG.
“Marinização”
da
aeronave: este não será um dos maiores problemas,
com o devido respeito devido
ao ambiente naval, nós hoje já temos
requerimentos muito rígidos, de clientes
atuais e futuros, no que tange a resistência à
corrosão da maresia na versão
baseada em terra do Gripen. Estes requerimentos incluem
proteção contra
borrifos de água salgada e para
operações em locais quentes e muito
úmidos.
Ainda assim, uma grande parte do programa está focada em
garantir a alta
disponibilidade dos sistemas do Gripen mesmo em
operações navais.
No
total, o
reprojeto deverá adicionar peso à
célula, o que dará ao avião um peso
vazio
entre 7500 e 8000 kg, ou seja, cerca de 400kg de peso extra quando
comparado
com o Gripen NG
•
O Sea Gripen será
uma alternativa muito interessante para países com navios
aeródromos de menor
porte. Sua bem equilibrada relação de
peso/tamanho quando comparado com às
alternativas bi-motores maiores permitirá a
expansão das missões da
aviação de
caça embarcada de puramente “defesa
aérea” na direção de um
conceito mais amplo
de “operações de cunho
estratégico”, sem que seja necessário
trocar de navios
aeródromos.
•
Todos os sensores,
aviônicos e armamento que fazem parte do programa Gripen NG
serão ofertados no
Sea Gripen.
•
Devido ao seu
porte equilibrado não haverá necessidade de
mudanças estruturais maiores, como,
asas dobráveis, etc.
Conclusão
O
programa Sea
Gripen deve ser percebido como um programa de parceria entre a a Saab e
um
país/países que estejam em busca de uma maior
independência nos seus programas
de aviação de caça naval.
A
Saab AB irá, com
suas habilidades de projeto e de design e de engenharia, cooperar
juntamente
com indústria aeronáutica desenvolvida de seu
parceiro/parceiros. Este país
parceiro que deseje ter uma marinha com uma esquadra baseada em NAe,
irá obter
no Sea Gripen sua melhor opção de caça
baseado em porta aviões do futuro.
As
forças armadas
suecas não apresentam demandas próprias para este
tipo de aeronave, e por isso
neste momento, não são parceiros do
programa Sea Gripen.
O
Sea Gripen irá se
constituir num desafio para os atuais fabricantes de caças
embarcados. A Saab
tem o maior respeito pelo tamanho deste desafio da
criação de um novo caça
naval desde um caça anterior de uso em terra. Neste tipo de
atividade já houve
várias tentativas frustradas ao longo da história
da aviação.
No
entanto, o Gripen
não é um caça qualquer, e eu desafio
qualquer caça existente de porta aviões a
conseguir pousar nas mais severas condições
climáticas, com neve/chuva e fortes
ventos de través, em uma pista padrão de estrada
sueca de 17 x 800 metros. O
Gripen inclusive já provou exigir menos pista ainda:
9 x 600m, sendo
re-armado e reabastecido em menos que dez minutos e decolando
em seguida.
Isso, obviamente, feito não apenas uma única vez,
para efeitos de exibição. O
avião tem que ser projetado desde o início , com
desempenho de sistemas
embarcados, com um conceito de operações adequado
e alta tolerância ao impacto
operacional, durante uma vida operacional de trinta anos de
operações diurnas
nestas condições.
Nós
não partimos do
zero com o Sea Gripen. Aqui não teremos que alterar em nada
a aerodinâmica
provada do Gripen, nem os sistemas de controle de voo ou mesmo os
aviônicos.
Nós já temos uma estrutura de célula
robusta, resistente e forte, projetada
para um tipo de pouso “parecido” com os de
porta-aviões.
Teremos,
sim, que
robustizar ainda mais os trens de pouso e o gancho de parada.Teremos
ainda que
reforçar a estrutura em alguns poucos pontos
específicos, devido à
certificação
para uma ainda maior taxa de descida (> 7 m/s ou >20
pés/s) e às maiores
forças e trações dos
lançamentos na catapulta.
Todos
estes desafios
não estão sendo menosprezados por nós.
Agora,
naturalmente,
estes devem ser comparados com o desafio que será
operar um Rafale ou
Super Hornet desde o convés de um navio aeródromo
do porte do São Paulo. Assim,
visto por esta ótica, nossos “desafios”,
subitamente, passam a parecer bem
menores. Minha impressão é que é
apenas uma questão de tempo até que a Marinha
do Brasil também perceba isso…
Peter Nilsson Vice President Operational
Capabilities,
Gripen
Saab AB
|
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Sugestão
e colaboração: Konner
Fonte: Alide
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Abaixo
e a sua disposição está um sistema
automático
de email resposta para que dê sua opinião sobre as
matérias publicadas,
sugestões para futuras matérias, ou criticas
sobre qualquer tema tratado aqui. Ajude-nos
a fazer o portal que queremos, e para isso, você é
muito importante nesse
processo. Qualquer que seja sua ótica nos a colocaremos para
nossos leitores. Vale
tudo, menos agressões, palavras de baixo calão ou
falta de decoro.
Vamos
lá, dê seu
parecer!
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| Jobim
finaliza análise sobre novos caças |
Ministro
está lendo relatório técnico e leva
parecer a Lula em uma semana
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| FOTO: Folha
Imagem, via Isto
é Dinheiro |
| Apertado ai, Jobim... |
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FONTE: Estadão
Roberto
Godoy
Via: Poder Aéreo
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O
ministro da
Defesa, Nelson Jobim, vai apresentar em uma semana ao presidente Luiz
Inácio
Lula da Silva suas conclusões a respeito da escolha F-X2, do
novo caça da
aviação militar brasileira. Jobim está
lendo o relatório técnico entregue a ele
no dia 6. Metódico, faz anotações e
pede esclarecimentos. Mas não faz
comentários, mesmo com interlocutores habituais.
Concorrem,
nesta
fase final, três caças: o Rafale da francesa
Dassault, o Gripen NG, da sueca
Saab, e o F-18 Super Hornet, da americana Boeing.
O
valor do negócio é
estimado entre R$ 7,7 bilhões e R$ 10 bilhões,
por um lote inicial de 36
aeronaves. A cifra contempla itens fundamentais, como são
suprimentos de
componentes e peças, treinamento de pessoal
técnico, documentação de
manutenção, o conjunto eletrônico,
conforme o especificado pela Aeronáutica.
Parte do preço abrange as tecnologias que o governo
brasileiro exige receber
como pré-requisito do contrato.
Embora
os três
finalistas ofereçam a possibilidade de montagem e
produção da encomenda no
País, apenas o grupo da França detalhou essa
parte da proposta. De acordo com o
diretor do consórcio Rafale International, Jean-Marc
Merialdo, o programa prevê
que os seis primeiros caças sejam fabricados integralmente
na França, com
participação de especialistas brasileiros. O
sétimo avião será montado no Brasil,
com partes vindas das unidades industriais da Dassault. Da oitava
unidade em
diante a nacionalização dos sistemas
será crescente “de acordo com a capacidade
de atendimento local às necessidades do processo”,
diz Merialdo.
O
F-X2 não se esgota
no fornecimento da frota inicial, mas se estende até
prováveis 120
supersônicos. Nesse caso, e prevendo que haverá
necessidade de revitalização
tecnológica periódica do grupo inicial, as
aquisições futuras preveem a
produção no País.
O
objetivo é deter
autonomia na construção de uma aeronave
única para
a tarefa de superioridade
aérea, como a preservação do
espaço, e de
interdição de operações
ilícitas. Na
prática, significa que toda a frota de combate da
aviação militar será
substituída até 2025. A aeronave vai substituir
os Mirage
2000C/B ( desativação
começa em 2015), os F-5EM (entram em
desmobilização ao longo de 2021) e os
caças-bombardeiros leves AMX (por volta de 2023).
O
projeto de
construção de um supercaça de
5ª geração ainda mais
avançado que o F-X2 faz parte
de um planejamento de longo prazo da Aeronáutica.
|
|
NOTA
DO BLOG: por
um lado, mais do
mesmo assunto. Por outro, alguns dados interessantes para se discutir,
conforme
coloquemos fé nas fontes do articulista: o prazo de uma
semana para entrega do
parecer ao Presidente, a afirmação de como
está sendo procedida a leitura e análise
do relatório (o que sugere fonte do Ministério da
Defesa, com acesso direto ao
Ministro, ou o próprio), e uma ligeira
dilatação nos prazos de
desativação da
atual frota. Quanto a esta última questão (dentre
outras que podem ser
discutidas), fontes dentro da Força têm dado
prazos menos “elásticos” para os
editores do Blog, especialmente para os F-2000, embora se diga
também que ao
menos parte da frota de F-5M teria que iniciar a
desativação antes do
prazo mencionado no texto. Mas é certo que, havendo fluxo
logístico de peças de
reposição, pode-se esticar um pouco
a operação de um vetor como o F-2000
na FAB, dentro de um limite de horas de voo a não ser
extrapolado antes de
revisões estruturais de maior monta, o que pode ser
conseguido, normalmente, restringindo a
quantidade de horas de voo anuais (mas esta é uma
das soluções possíveis,
outras podem, evidentemente, ser discutidas pelos leitores do Blog).
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| Nova
lei de anistia revolta os ministros militares e Jobim |
| Fontes:
Valor Econômico e |
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SÃO
PAULO – Um
decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva
gerou tensão entre o
ministro da Defesa, Nelson Jobim, os comandos militares e o
secretário nacional
de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi.
O
documento trata da
criação do Programa Nacional dos Direitos
Humanos, que voltou a mexer em velhas
feridas, uma vez que Vannuchi vem capitaneando há anos a
revisão da Lei de
Anistia com o objetivo de punir os militares envolvidos em crimes de
tortura
durante o regime militar.
Dois
itens em
especial irritaram os militares: a criação da
Comissão da Verdade, que
investigaria as circunstâncias em que crimes praticados por
militares foram
cometidos, e a reedição da revisão da
Lei de Anistia.
A
insatisfação foi
tamanha que Jobim e os comandantes Enzo Peri (Exército),
Juniti Saito
(Aeronáutica) e Júlio Moura Neto (Marinha) teriam
enviado, segundo fontes, uma
carta coletiva de demissão ao presidente Lula. Para apagar o
incêndio, o
presidente teria prometido à cúpula militar que
revisará o decreto e atrasará o
envio do texto ao Congresso. Jobim reuniu-se com Lula na Base
Aérea de Brasília
no último dia 22 de dezembro, um dia depois do
lançamento do plano. No
encontro, o ministro relatou a insatisfação das
forças militares.
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| Jobim |
Na
quarta-feira
(30/12), depois de reunir-se com Lula, o ministro da
Justiça, Tarso Genro,
minimizou a tensão e disse que não há
“controvérsia insanável”
entre os
militares e Paulo Vanucchi. “Não há
nenhum tipo de pedido de demissão e nenhuma
controvérsia insanável entre
Ministério da Defesa e Secretaria de Direitos
Humanos. Isso [o presidente Lula] vai resolver com a sua capacidade de
mediação
na volta das férias”, afirmou. O retorno do
presidente está previsto para a
segunda-feira, dia 11.
Apesar
da negativa,
o clima se manteve tenso entre os ministros militares e o governo, por
causa do
projeto. Dentre os argumentos apresentados pelos militares contra o
texto,
estaria o fato de que o texto não prevê qualquer
punição ou apuração de atos
cometidos por guerrilheiros e ativistas políticos contra
agentes do Estado.
No
capítulo que
trata do “Direito à memória e
à verdade”, o programa diz que o Brasil ainda
processa com dificuldade o resgate do que ocorreu com as
vítimas da repressão.
“A investigação do passado é
fundamental para a construção da cidadania.
Estudar o passado, resgatar sua verdade e trazer à tona seus
acontecimentos
caracterizam uma forma de transmissão de
experiência histórica que é essencial
para a constituição da memória
individual e coletiva”, diz o texto.
O
documento lembra
ainda que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) uma
ação que contesta a
interpretação de que a Lei de Anistia
não permite a punição de militares que
atuaram na repressão.
Vannuchi
disse que a
criação da Comissão da Verdade
não é um ato contra as Forças Armadas.
“Criar a
Comissão da Verdade é a favor das
Forças Armadas, que são formadas por oficiais
militares das três armas, pessoas dedicadas à
pátria, ao serviço público, com
sacrifícios pessoais, das suas famílias. Esses
oficiais não podem ser
misturados a meia dúzia, uma dúzia ou duas
dúzias de pessoas que prendiam as
opositoras políticas, despiam-nas e praticavam torturas
sexuais, que ocultaram
cadáveres. É um grande equívoco, e eu
tenho certeza de que o ministro da Defesa
[Nelson Jobim] sabe disso”, afirmou.
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| Dilma e Serra |
Ofensiva
da OAB
O
presidente da
Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Britto, criticou o ministro
Nelson
Jobim pela reação ao Plano Nacional de Direitos
Humanos. Ele disse que o Brasil
não se pode acovardar e que a Lei de Anistia não
significa o esquecimento das
atrocidades supostamente cometidas. ” O Brasil não
pode se acovardar e querer
esconder a verdade. Anistia não é
amnésia. É preciso conhecer a história
para
corrigir erros e ressaltar acertos. O povo que não conhece
seu passado, sua
história, certamente pode voltar a viver tempos tenebrosos e
de triste memória
como tempos idos e não muito distantes”, afirmou.
Citando
o apoio do
Brasil à defesa da democracia no Haiti, o presidente da OAB
nacional disse que
um país que se acovarda ao encarar sua história
não pode ser levado a sério.
“Um
país que se
acovarda diante de sua própria história
não pode ser levado a sério. O direito
à verdade e à memória garantido pela
Constituição não pode ser revogado por
pressões ocultas ou daqueles que estão
comprometidos com o passado que não se
quer ver revelado”, disse Britto. “O Brasil que
está no Haiti defendendo a
democracia naquele país não pode ser o
país que aqui se acovarda.”
A
OAB é uma das
partes que defendem no STF e no Superior Tribunal Militar (STM)
ações que
reivindicam a abertura dos arquivos da ditadura e a
punição dos responsáveis
por tortura.
O
presidente Lula
pretende contornar o mal-estar causado por um decreto assinado por ele
que
trata da criação do Programa Nacional dos
Direitos Humanos. O texto provocou
protesto do ministros militares.
De
São Paulo
A
ameaça de setores
militares de expor o passado “terrorista” da
ministra Dilma Rousseff, na campanha
eleitoral, é rechaçada pelos demais candidatos a
presidente, entre os quais se
acha um ex-exilado, o tucano José Serra, e pelo
próprio ministro da Defesa,
Nelson Jobim. A ministra participou da luta armada contra o regime
militar, no
fim dos anos 60.
O
assunto ressurgiu
na última semana de 2009, quando foi noticiado que Jobim
ameaçara demitir-se
caso a Lei de Anistia fosse reexaminada, como propunha a Secretaria
Nacional
dos Direitos Humanos (SDH). A Defesa e a SDH haviam se entendido sobre
os termos
de um decreto a ser assinado pelo presidente, mas o que foi divulgado
na semana
do Natal era diferente do combinado.
Jobim
procurou Lula
e disse que havia assumido o compromisso com os comandantes das
três Forças de
que não haveria revanchismo contra os militares, mas eles
contribuiriam na
investigação sobre os desaparecidos do regime
militar. O texto do decreto sobre
o Plano Nacional de Direitos Humanos anunciado, segundo Jobim, retirava
sua
“autoridade” como comandante e o impediria de
continuar à frente do cargo. Em
momentos diferentes, os comandantes do Exército, da Marinha
e da Aeronáutica
disseram que sairiam junto com o ministro.
Lula
havia pedido um
texto de consenso para criar a “Comissão da
Verdade” que era pedida pela SDH. O
texto levado a ele não tinha consenso nem no nome: Jobim
sugerira “Comissão da
Verdade e da Reconciliação”, como foi
feito na África do Sul e deixava
subentendido que não haveria
“revanchismos” e o reconhecimento da Lei da
Anistia. Lula, que passara os dias em que o texto foi preparado
empenhado nas
negociações da conferência do clima,
logo percebeu que não havia consenso algum
e pediu tempo a Jobim.
O
mais provável é
que o presidente, no decreto a ser assinado, procure compor as duas
partes, mas
manter inalterada a Lei da Anistia. Decisão
contrária deve levar à demissão do
ministro e da cúpula das Forças Armadas, abrindo
uma crise com os militares em
pleno ano eleitoral. É tudo o que o governo não
quer, no momento em que se acha
engajado na eleição de Dilma.
Assunto
corriqueiro
dos oficiais de pijama, como é chamada a reserva, o passado
na guerrilha de
ministros de Lula, desta vez, mobilizou até vozes
anônimas na ativa, conforme
publicaram os jornais. Um dos melhores momentos de Dilma, no governo,
deu-se
quando ela foi inquirida pelo senador José Agripino (DEM-RN)
por ter “mentido”
sob tortura. Emocionada, Dilma rebateu: “Me orgulho muito de
ter mentido, pois
mentir na tortura não é covardia. Aguentar
tortura não é fácil, somos muito
frágeis. O senhor não imagina o quanto
é insuportável a dor. Por ter mentido,
salvei companheiros”. (RC).
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