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TECNOLOGIA, DEFESA E SEGURANÇA

Na capacidade de passar despercebido aos radares o Rafale é uma arma mortal no ‘front’ para maioria dos seus opositores

Dassault Rafale é um caça de dupla propulsão, dois motores, com asa em delta, altamente ágil, considerado de 4,5ª geração. A Dassault Aviation iniciou seu projeto na década de 80 a fim de substituir todos os Mirage 2000 da força aérea francesa, e esta sendo produzido também para a marinha francesa, para operar em porta-aviões. Também tem sido tentado a comercializado para exportação para diversos países, entre eles o Brasil.

O Dassault Rafale é um caça polivalente, sendo um caça-bombardeiro de amplo raio de ação, com 14 pontos duros, suprtes para mísseis e outras armas, com eles pode carregar um excelente arsenal ar-ar ou ar-terra, ou também tanques extras de combustível o que aumenta ainda mais seu raio de ação.

Os componentes aviônicos do Rafale são muito avançados, mas entre eles destaca-se o seu radar multi-funcional Thomson-CSF Detexis RBE-2 que opera junto ao sistema eletro-óptico avançado OSF (Optronique Secteur Frontal), que inclui câmeras infravermelhas FLIR, telêmetro laser, etc.

Muitos dos caças da nova geração têm uma configuração com asas em delta e canards, as pequenas asas frontais, com potente motorização, capazes de fazer curvas tão fechadas que até pouco tempo atrás eram consideradas impossíveis. Um dos exemplares dessa classe de aeronaves é o Dassault Rafale (rajada de vento), desenvolvido a partir do Avião de Combate Experimental (ACX) que surgiu nos anos 80 como avião de demonstração de tecnologia, antes que a França se retirasse do projeto European Fighter Aircraft (hoje Eurofighter Typhoon).

O ACX foi utilizado então para testar a configuração de um novo programa, o ACT-Rafale (Avion de Combat Tactique), bem como o seu sistema de controle fly-by-wire e célula, construída em grande parte com materiais compostos. Produzido em três versões, o Rafale M, variante naval entrou em serviço na Marinha francesa em 2001, operando a bordo do porta-aviões nuclear Charles de Gaulle, as versões B e C, biposto e monoposto da Força Aérea, operacionais a partir de 2005. O cockpit do Rafale está equipado com manete HOTAS, head-up display (HUD) e um display holográfico grande angular da Thales, que provê as informações de vôo, da missão e dos alvos, conjugado com dois displays laterais e no visor montado no capacete do piloto, permitindo ao piloto uma maior consciência situacional.

As contramedidas eletrônicas estão a cargo do sistema Spectra, com alerta radar, alerta designação laser e aproximação de mísseis hostis. O radar do Rafale é o RBE2 da Thales, o primeiro da Europa ocidental com varredura eletrônica em dois planos (look-down/shoot-down). Verdadeiro sistema multimodal incorpora a capacidade de seguimento do perfil do terreno, funções de navegação e ataque ao solo, podendo mudar sua configuração em pleno vôo, de acordo com a missão a ser cumprida e possibilitando o acompanhamento automático de ataques simultâneos de até oito alvos.

O Rafale está dotado de sensor óptico eletrônico infravermelho SAGEM OSF, montado no nariz, com alcance de 70 km, acoplado a um telêmetro a laser que possibilita uma busca e aquisição de alvos de alta definição com proteção resistente a perturbações magnéticas. Possui 14 pontos duros subalares e ventrais, com uma carga bélica de oito toneladas, podendo utilizar os mais diversos tipos de mísseis e bombas atuais, como: os mísseis ar-ar MICA, Sidewinder ou AMRAAM, ar-superfície Apache, Storm Shadow, AS 30L ou HARM, anti-navio AM39 Exocet ou Harpoon e mísseis nucleares ASMP. Além desse arsenal bélico possui um canhão GIAT 30mm DEFA 791B, com cadência de fogo de 2.500 tiros por minuto.

O Rafale está equipado com dois motores SNECMA M88-3, turbofan compacto de fácil instalação e manutenção, com potência unitária de 86 KN e pós-combustor. Com uma encomenda inicial de 36 unidades para a Força Aérea francesa, 25 para a Marinha e um contrato adicional para mais 59 unidades assinado recentemente, o Rafale aos poucos está se tornando a espinha dorsal da defesa aérea da França e se transformando em uma real opção de caça avançado, com excepcionais qualidades, para diversas Forças Aéreas ao redor do mundo, participando no momento de várias licitações internacionais inclusive a do Brasil.

Características

Origem: França

Velocidade: 2.125 km/h

Dimensões: comprimento: 15,3 m / envergadura: 10,9 m / altura: 5 m

Peso: 21.500 kg (máximo na decolagem)

Alcance: 3.125 km (máximo com tanques externos)

Propulsão: 2 turbinas SNECMA M88-3, de 86,9 KN de empuxo unitário

Armamentos: Diversos (carga bélica de 8 ton.), entre eles bombas inteligentes e mísseis ar-ar MICA, mísseis ar-superfície Apache ou AS 30L, mísseis nucleares ASMP, mísseis anti-navio AM39 Exocet, além de 1 canhão DEFA de 30mm.

Piloto francês faz demonstração com um caça Rafale.
A força G faz com que o piloto não tenha controle sobre sua respiração, que é perfeitamente audível neste vídeo. Este é o caça que o governo brasileiro negocia com a França. O contrato prevê a compra de 36 caças Rafale com transferência total e irrestrita de tecnologia.

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COMENTÁRIOS
WASHINGTON
washington.jg@hotmail.com
Abril, 27/2010 – 01:30h a.m

Dos três caças concorrentes sem sombra de dúvida o Dassault RAFALE o único que pode executar amplamente as missões de interceptador (defensivo) e bombardeiro (atacante). Tendo uma tecnologia atual e de ponta, não dependente do bom humor e simpatia do "Império". Alem de ser tecnicamente um "carro" zero e recentemente projetado e não um "carro" dos anos 70 (Super-Hornet) ou um "carro" cujos principais itens de fabricação são totalmente importados dos EUA (Gripen).


Por dentro do Dassault Rafale

Em operação há algum tempo no seu país de origem, o caça francês é a nova escolha da Força Aérea Brasileira

Avião Revue
Tiago Dupim / Santiago Oliver

08/09/2009 10:36:00

A Dassault começou a trabalhar no demonstrador de tecnologia Rafale A em março de 1984 e seu roll-out aconteceu em 14 de dezembro 1985. Era um monoposto muito elegante, com canards e asas em delta, equipado com dois turbofan. O demonstrador realizou seu primeiro vôo em 4 de julho de 1986 e seu potencial foi tão impressionante que o Ministério da Defesa da França fez um pedido em abril 1988.

A primeira encomenda de série previa três versões do Rafale: o monoposto Rafale C (por Chasseur, Caça) para o AdA (Força Aérea); o biposto Rafale B (por Biposto) para o AdA; e o monoposto Rafale M (por Marine Naval) para a Aeronavale. Embora não fosse especificado no início, a Aeronavale também decidiu, mais tarde, obter um biposto Rafale BM.

O protótipo C01 do Rafale C realizou seu primeiro vôo em maio de 1991. Embora dois protótipos do Rafale C tenham sido planejados, o segundo foi considerado redundante, mas dois protótipos, os M01 e M02, foram construídos para o Rafale M. O M01 voou pela primeira vez em dezembro de 1991 e o M02 o seguiu em novembro de 1993.

A aeronave

O Rafale C caracteriza-se por ter mudanças destinadas a reduzir sua assinatura de radar (RCS), tais como contornos melhorados da fuselagem, uso de material absorvente de ondas de radar (RAM) e um canopy dourado. De fato, durante um tempo, no início dos anos 1990, a Dassault anunciou o modelo como Rafale D, com o “D” significando “Discreet”.

Na aeronave também se destaca o uso mais amplo de materiais compostos que no Rafale A, o que reduziu tanto a RCS quanto o peso da aeronave. Ele é relativamente pequeno para um caça biposto, com um peso vazio que ultrapassa em cerca de 1 360 kg o do monomotor Lockheed Martin F-16C e um peso máximo de decolagem aproximadamente 4 535 kg maior.

O Rafale é impulsionado por dois turbofan Snecma M88-2, com empuxo unitário de 50 kN (11 240 lbf) sem pós-combustão e 75 kN (16 860 lbf) com pós-combustão, equipados com sistema de gerenciamento total dos controles do motor (Fadec). As entradas de ar dos motores são fixas.

O Rafale se caracteriza por suas asas baixas de enflechamento composto e os canards totalmente móveis montados logo atrás do cockpit. As asas têm elevons em toda a envergadura e slats nos bordos de ataque. Há também um freio aerodinâmico em cada lado da fuselagem, antes da cauda. É aerodinamicamente instável e está equipado com comandos fly-by-wire (comandos elétricos) para poder manter um vôo estável. Tem um ótimo desempenho em pistas curtas, porém, um pára-quedas de frenagem está alojado abaixo da deriva.

Clique nas imagens para ampliá-las

O avião possui trem de pouso triciclo. A perna dianteira tem duas rodas e se recolhe para atrás, enquanto as pernas principais estão equipadas com uma roda cada fechando sob as asas. O Rafale foi projetado para ser confiável e de fácil manutenção sob as austeras condições do campo. Está equipado com um canhão de 30 mm GIAT 791B, montado no duto do motor direito. Com uma cadência de disparo de 2 500 tiros por minuto, pode transportar 125 projéteis.

Os mísseis

Para o armamento externo, o Rafale possui 14 pontos duros, incluindo os dois trilhos de ponta de asa para os mísseis ar-ar (AAM) destinados ao combate aéreo a curta distância ou para os geradores de fumaça usados nos shows aéreos; três suportes sob cada asa; pontos dianteiros e traseiros para AAM em cada lado da fuselagem e suportes dianteiro e traseiro sob a linha central. A capacidade de carga externa total é de 9 500 kg.

Dentre os AAM que o Rafale pode transportar, destacam-se o míssil buscador de calor Matra/BAE Dynamics Magic e o Matra/BAE Dynamics Missile d’Interception, de Combat d’Autodefense (MICA/míssil para a interceptação, combate e autodefesa). É um míssil extremamente ágil, de relativamente longo alcance, e vem em duas versões, incluindo o MICA IR, um buscador de calor e o MICA EM (Eletromagnética), que tem um buscador ativo de radar. 

O MICA IR tem capacidade “launch before lock”, ou seja, que pode ser lançado antes de “travar” no alvo, permitindo seguir alvos distantes sem dar aviso de sua aproximação por meio de um sinal de radar. O MICA EM tem capacidade “disparar e esquecer”. Em missões de defesa aérea, o avião pode carregar até 10 MICA. 

O Rafale também poderá transportar o míssil de longo alcance Meteor BVRAAM (míssil ar-ar além do alcance visual) da Matra/BAE Dynamics. Enquanto outros aviões podem carregar bombas e pods de foguetes não guiados, a tendência atual é pela munição inteligente. 

A aeronave tem capacidade para transportar bombas guiadas por laser Paveway, de fabricação norte-americana, utilizando o pod de localização de alvos Thales Damocles pode ser equipada com os mísseis de cruzeiro Matra/BAE Dynamics Apache e Scalp. Ambos os mísseis são parecidos externamente, porém, o Apache transporta uma carga de submunição, enquanto o Scalp carrega uma única ogiva de penetração.

Os Rafale franceses poderão levar, também, o pod de reconhecimento digital Reco NG (Reconnaisance Nouvelle Generation ou reconhecimento de nova geração), o qual pode conter sensores eletroópticos para dia ou noite. O ponto duro traseiro central do Rafale e os dois internos de cada asa são “molhados”, ou seja, podem ser utilizados para transportar tanques de combustível. Cada um dos cinco pontos pode carregar tanques de 1 150 litros. 

Os pilotos do Rafale utilizam assentos ejetáveis Martin-Baker Mk 16F do tipo “zero-zero” (zero altitude e zero velocidade), inclinados a 29º a fim de aumentar a tolerância do piloto às forças G, sob um canopy que abre para a direita. Um sistema Obogs (geração de oxigênio a bordo) está instalado para eliminar a necessidade de transportar tanques de oxigênio. O piloto controla a aeronave com um pequeno manche lateral instalado no lado direito e uma manete no lado esquerdo, estando ambos equipados com controles do tipo HOTAS (mãos na manete e no manche).

O avião tem um “glass cockpit” e uma completa suíte de aviônica de combate. O “glass cockpit” é surpreendentemente austero e, provavelmente, representaria um choque para um piloto dos dias dos relógios e indicadores analógicos. Inclui um HUD (hud-up display ou visor frontal) holográfico e grande angular, para mostrar a maioria das informações importantes, utilizando uma sofisticada simbologia, além de duas grandes MFD (telas planas multifuncionais) com os comandos nas telas.

O Rafale B é muito parecido ao Rafale C, exceto, evidentemente, pelos dois assentos em tandem. O cockpit é coberto por um canopy inteiriço que abre para a direita. Ele tem um peso vazio de aproximadamente 350 kg mais que o Rafale C e menos capacidade interna de combustível.







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