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O Boeing
F/A- 18E e 18F Super Hornet é
uma aeronave supersônica
de interceptação aérea e de
ataque ao solo. O F/A-18E e F/A-18F são maiores e mais
avançados que seu
antecessor o F/A-18
Hornet. A
diferença entre os dois modelos 18E e 18F está na
composição de suas
tripulações e armamentos específicos.
Enquanto o 18F necessita de apenas um
tripulante e possui armamentos específicos para combate
aéreo, portanto, mais
voltado para manter uma superioridade ou domínio do
espaço aéreo, o 18F
transporta dois tripulantes, o piloto e o atirador, voltados a alvos em
terra
ou na superfície do mar. O Super Hornet entrou em
serviço nos Estados
Unidos em
1999. Em 2007, a Real Força Aérea
Australiana comprou 24 Super Hornet’s.
A
capacidade de sobrevivência em combate é uma
característica importante nos aviões de
caça moderno no que depende dele se
manter furtivo aos radares de superfície ou de outras
aeronaves. Essa
capacidade de invisibilidade aos radares recebe o nome de
‘stealth’. Embora o
Super Hornet não tenha uma tecnologia 100% stealth sua
concepção tornou-o com
capacidade de passar despercebido em território hostil. A
marinha americana
resolveu adotar uma abordagem equilibrada no quesito
‘furtividade’ (capacidade
de passar despercebido em território hostil), não
adotando um design totalmente
‘stealth’ (invisível aos radares), mas
em vez disso, seu design incorpora
características com capacidade de guerra
eletrônica avançada, reduzida vulnerabilidades
balísticas, com emprego de armas táticas
inovadoras. A seção reta radar foi
reduzida consideravelmente em alguns aspectos, principalmente a parte
frontal e
traseira, através do redesenho das entradas de ar do motor e
do emprego de
materiais que espalham a radiação recebida dos
radares para os lados.
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Em
termos de aviônica, o Super
Hornet compartilha
90% dos sistemas do Hornet original,
facilitando a manutenção. O grande diferencial,
porém fica por conta do radar APG-79, introduzido a partir
de 2005.
O
APG-79 é um radar verdadeiramente
revolucionário e oferece
todo um grupo de vantagens, incluindo maior fiabilidade, uma
resolução maior e
um alcance mais alargado. Ao contrário do APG-73,
não utiliza técnicas de varredura
mecânica, mas células AESA fixas, o que por si
só elimina a causa mais comum de
avarias neste tipo de radares. Inclui também um receptor
mais avançado, um
processador COTS-”commercial-off-the-shef“ e novos
sistemas de alimentação de
energia. A sua arquitetura aberta, evidenciada pelo COTS, um sistema
menor,
mais rápido e mais econômico.
O
radar AESA também pode detectar alvos muito pequenos, tais
como mísseis ar-ar se aproximando e é muito mais
discreto que o radar anterior,
podendo detectar um avião inimigo muitas vezes sem alertar
seu sistema de
alerta radar. Ele também pode ser usado para
“jammear” radares inimigos.
O
Super Hornet possui 11 estações, pontos duros
como são
conhecidos, para suportes de armas de vários tipos que
vão desde bombas
inteligentes até mísseis inteligentes guiados a
lazer ar-ar ou ar-superfície.
Para
o combate aproximado, dog fist (cachorro de
briga), o Super Hornet está equipado com um
canhão Vulcan M61 controlado
pneumaticamente
com seis canos refrigerados a ar e acionado eletricamente e que pode
disparar
munição de 20 milímetros numa
cadência extremamente elevada de aproximadamente
100 tiros por segundo. O M61 foi originalmente produzido
pela General
Electric,
depois de várias fusões e
aquisições
é atualmente produzido pela General
Dynamics.
Para cada missão o Super Hornet pode
transportar até 578
projéteis de variados tipos de
munição em seis barris (pentes).
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O
Super Hornet tem uma característica incomum para
aviões
dessa categoria, a capacidade dita como "Tanker",
o que significa que pode
ser equipado com um sistema de
reabastecimento aéreo (buddy-buddy system), sendo
transformado em avião
reabastecimento sendo um grande diferencial para
realização de algumas missões.
Por exemplo: em uma missão na qual seja
necessário apoio de logística,
um determinado super hornet
do esquadrão, poderá ser carregado com uma grande
quantidade de combustível,
comprometendo assim sua performance devido grande quantidade de peso,
porem,
esta aeronave serviria apenas como avião de reabastecimento
aéreo para seus
companheiros. O esquadrão poderia
realizar missões de longo alcance e permitindo a
volta dos companheiros para a base graças a este sistema.
O Super
Hornet tem
também a seu favor na competição
FX2 para equipar a Força Aérea Brasileira o fato
de ser um projeto maduro, com
farta linha logística e experiência de combate.
Já foram produzidas mais de 350
aeronaves e ele deverá ser por muito tempo ainda, o
principal vetor da Marinha
dos EUA.
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Características e
Especificações
Boeing F/A-18E Super Hornet
Tripulação: 1
Comprimento: 18,38m
Envergadura: 13,62m
Altura: 4,88m
Área da
Asa:
46.45m²
Motores/Empuxo: 2x F414-GE-400
(97.9 KN/cada)
Velocidade
máxima: Mach 1.8 ou 1,900
km/h
Peso vazio. decol
(kg):
13,900
Peso
(configuração caça): decolagem: 21,320kg
Peso Maximo:
decolagem:
29,900kg
Alcance (km): 2,346 km
Teto de
Serviço: 15.590m
- Armamento: um canhão de 20 mm
M61 Vulcan , com 578 projéteis,
- Mísseis
Ar-Ar
- Quatro
AIM-9 Sidewinder ou; Quatro AIM-132 ASRAAM ou; Quatro AIM-120
AMRAAM, mais Dois AIM-7 Sparrow ou (adicionalmente); Dois AIM-120
AMRAAM.
- Mísseis
Ar-Terra
- AGM-65
Maverick; AGM-88 HARM; AGM-154
- Misseis
Anti-Navio
- AGM-84
Harpoon
- Bombas
- JDAM; Mk 80; CBU-87 Cluster; CBU-89; CBU-97; Mk
20
Rockeye II
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Como
já se sabe, se
depender do presidente Lula e do ministro da Defesa, Nelson Jobim, a
França -
com quem o Brasil já fechou negócio para a compra
de cinco submarinos e 50
helicópteros - também deverá fornecer
um pacote de 36 caças Rafale para a Força
Aérea Brasileira, a FAB, numa
transação que pode variar entre 4
bilhões e 8
bilhões de dolares.
Além
do Rafale,
fabricado pela Dassault, também estão na disputa
os caças FA-18 Hornet, da americana
Boeing, e o sueco Gripen, da Saab. Os três concorrentes devem
apresentar uma
nova rodada de propostas à FAB na próxima
segunda-feira. A decisão do governo
deve sair em outubro.
Mas
ainda que não
comentem a respeito - tanto a FAB, quanto a Embraer, que
deverá participar da
contrução dos caças e assimilar a
transferência de tecnologia exigida do
governo brasileiro do fornecedor - preferem o caça FA-18
Hornet, da Boeing.
Para
a Embraer, a
preferência pela Boeing é claramente comercial. De
saída, a empresa brasileira
participa de uma licitação de 100
aviões leves de combate, como o Super Tucano,
para a Força Aérea Americana, que pretende
usá-los em cenários de guerra de
guerrilha, como no Afeganistão.
A
decisão ianque
sobre a compra, que pode alcançar 90 milhões de
dólares, deve ser anunciada em
2010.
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As
duas transações
são independentes. Mas se o Brasil optar pelo FA-18, a
Embraer deverá contar
com maior simpatia dos americanos pelos Super Tucanos.
Outro
ponto
importante para a Embraer é o interesse já
manifesto pela Boeing em desenvolver
com a empresa brasileira um avião cargueiro militar, o
KC-390, também a ser
vendido para as forças armadas brasileiras.
O
presidente francês
Nicolas Sarkozy disse que a França gostaria de desenvolver
um cargueiro com a
Embraer. Mas acontece que a Airbus, que é sediada na
França, já trabalha num
projeto similar ao KC-390.
Já
do ponto de vista
da FAB, a preferência pela Boeing diz respeito à
superioridade técnica do FA-18
sobre o próprio Rafale e o Gripen.
Aliás,
nos últimos
anos, o Rafale, que é fabricado pela Dassault, perdeu cinco
disputas
internacionais para o FA-18, em países como a Coreia.
Um
dos trunfos do
FA-18 é o seu sistema de radar AESA, desenvolvido pela
Raytheon, que permite
que o avião se torne invisível para o inimigo,
que uma vez detectado pode ser
fulminado antes mesmo de saber que estava sendo perseguido.
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Além
disso, para a
FAB, a superioridade técnica da Boeing tem a ver com o
sistema de navegação
GPS.
Os
americanos
possuem a única constelação de
satélites do mundo dotada da tecnologia. O GPS
permite a localização exata de um objeto na
superfície terrestre ou próximo
dela, independente de condições
meteorológicas ou de luminosidade.
Cabe
ao Pentágono
licenciar o uso do GPS para fins civis e militares em todo o mundo.
Logo,
se comprar os
Rafales, o Brasil continuará dependente dos americanos,
ainda que
indiretamente. A importação do GPS certamente
tornará o pacote francês mais
caro para o Brasil.
Desde
o início da
década que a União Europeia analisa a
construção de um sistema GPS próprio.
Mas
a proposta, que está longe de sair do papel, custaria pelo
menos 20 bilhões de
dólares.
Outro
aspecto que
até agora vem sendo ignorado por Lula e Jobim - mas que
é de interesse dos
comandantes brasileiros - é a transferência
tecnológica enquanto treinamento.
Só
um piloto muito bem treinado consegue um rendimento
máximo em ação. E nesse quesito, mais
uma vez os militares brasileiros tem mais
intimidade com os americanos, que por sinal tem as forças
armadas mais bem
treinadas do mundo.
A
discussão sobre
transferência tecnológica dos caças
está restrita à resistência americana
em
permitir que a tecnologia a ser cedida para o FA-18 Hornet no Brasil
seja
revendida para países indesejáveis para os EUA,
como a Venezuela ou o Irã.
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