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TECNOLOGIA, DEFESA E SEGURANÇA

Demora do governo em definir qual caça equipará a Força Aérea atrasa planos de defesa do País e ameaça credibilidade da negociação com os três finalistas

Fonte: Istoé
Sugestão e colaboração: Hornet
Via: Plano Brasil

Dez, 22/09

A concorrência para a compra de 36 jatos de combate pela FAB, estimada em R$ 10 bilhões, parece uma novela sem fim. No capítulo mais recente, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, anunciou novo adiamento na escolha dos caças, desta vez para janeiro de 2010. Não informou os motivos e o comando da FAB mantém-se em silêncio para não quebrar a hierarquia. O custo dessa indefinição é enorme, pois afeta não só a credibilidade da negociação como atrasa os planos de defesa do País, que vê seu espaço aéreo vulnerável. “Não dá para ficar nessa ladainha. Seja pelo critério político, seja pelo técnico, é preciso resolver logo”, afirma o coronel reformado Geraldo Cavagnari, do Núcleo de Estudos Estratégicos da Unicamp. Ele explica que, uma vez decidida a compra, correrão mais seis meses até a assinatura do contrato. Para o analista de segurança internacional Gunther Rudzit, é necessário evitar que se repita o insucesso do programa F-X, adiado no último ano do governo FHC e, finalmente, cancelado em 2003. O Brasil precisa com urgência de uma geração de caças de combate para garantir a segurança dos céus e de suas riquezas no mar territorial. ISTOÉ obteve detalhes sigilosos das ofertas dos finalistas: o francês Rafale, da Dassault, o americano F-18 Super Hornet, da Boeing, e o sueco Gripen NG, da Saab.

O relatório da FAB mostra os pontos positivos e negativos de cada avião usando um código de cores (azul, amarelo e vermelho), em vez de notas. Dos três, o jato francês apresenta o pacote tecnológico mais abrangente e o sueco aparece, à primeira vista, como o de melhor preço. Seu valor unitário, sem o pacote de armamentos e os custos de manutenção, é de US$ 50 milhões. Seria um bom negócio, não fosse o Gripen NG apenas um projeto em desenvolvimento. Isso torna impossível calcular seu custo real e garantir o cumprimento dos prazos de entrega.Apesar da expectativa de desenvolvimento conjunto com a Embraer, a cúpula da Defesa sabe que escolher o Gripen NG seria como assinar um cheque em branco. A FAB marcou esse item em vermelho. “Não dá para comprar o que está na prancheta”, adverte Cavagnari. De fato, os registros históricos do setor aéreo no mundo atestam a precariedade de estimativas sobre um avião ainda não operacional. O F-18 Super Hornet, por exemplo, apresentou variação média de 100% entre o valor previsto inicialmente pelosfabricantes e seu custo final do projeto, que chegou a US$ 9,5 bilhões.

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Imagens Istoe Linha de Produção do Rafale





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